A Relação da Dieta com Periodontia e Cárie
1- Introdução
Antes de discutir o papel da dieta, é importante definir certos termos. Dieta se refere a ingestão costumeira de alimentos e bebidas realizada por qualquer pessoa diariamente. Consequentemente, a dieta pode exercer um efeito local na boca, causando a cárie através da sua reação com a superfície do esmalte e servindo como substrato para os microorganismos cariogênicos. Nutrição diz respeito à assimilação dos alimentos e o seu efeito sobre os processos metabólicos do organismo.
2- Nutrição e Dieta
Sua Influência na Dentição
A dieta ocupa uma posição central no desenvolvimento da cárie, pois o diário e freqüente consumo de carboidratos alcança a cariogenicidade, ou seja, indivíduo com grande susceptibilidade à doença cárie, tendo efeitos locais (metabolismo da placa - produção de ácidos, que associados a queda do Ph causam a cárie) e efeitos sistêmicos. A nutrição trata dos elementos participante da dieta e metabolizados no organismo.
É importante lembrar que os gens, também determinam a pré disposição do homem a adquirir a doença cárie. Ou seja: pais com grande incidência de cárie, doença periodontal e etc, que não se preocupam em deter os processos destrutivos das doenças, não se previnem e não cuidam, tem uma maior probabilidade de transmitirem isso através dos gens para seus filhos. Portanto, geneticamente falando, essa pré disposição as doenças da cavidade bucal, são transmissíveis.
O dente recém erupcionado e mais poroso e mais susceptível a cárie. É importante que a dieta seja controlada e os acompanhamentos pelo dentista sejam feitos num menor intervalo de tempo, para que ocorra uma adequada maturação pós eruptiva, ou seja, para que o dente adquira uma maior resistên-
cia, após irromper na cavidade bucal. Fase de crescimento, estágio de maturação, atividades físicas, eficiência da absorção e uso dos alimentos, devem ser considerados diante das necessidades nutricionais, tanto para a criança como para o jovem e o adulto.
O crescimento da crianças passa por 4 fases importantes a serem analisadas: Crescimento Inicial, muito rápido, Crescimento Uniforme é mais lento (idade pré escolar), Crescimento Acelerado (adolescente), Declínio de
Crescimento ate parar (idade adulta). As necessidades energéticas do lactente devem ser avaliadas através de: verificação do peso, crescimento da criança estado geral do bem estar, orientação individualizada da dieta, acompanhamento do crescimento desenvolvimento da criança. Assim algumas regras devem ser seguidas para a alimentação no primeiro ano de vida:
- 0 A 6 MESES: ALEITAMENTO MATERNO;
- 6 A 7 MESES: LEITE MATERNO, 1 REFEIÇÃO DE SAL, 1 PAPA DE FRUTA, 2 SUCOS DE FRUTAS;
- 7 A 8 MESES: LEITE MATERNO, 2 REFEIÇÕES DE SAL, 2 PAPAS DE FRUTAS, 2 SUCOS DE FRUTAS;
- 8 A 12 MESES: LEITE MATERNO, 2 REFEIÇÕES DE SAL, 2 SOBREMESAS, 2 SUCOS DE FRUTAS.
O leite possui um potencial cariogênico devido a presença de lactose, esta se encontra em maior quantidade no leite materno (7g/100ml) que no bovino (4g/100ml). O leite possui carboidratos, enzimas bacterianas e lactose. Por esse e demais motivos, que a higiene bucal deve ter início na vida da criança mesmo antes dos primeiros dentes apontarem na cavidade bucal. Criando assim um ambiente para a microflora bucal isento de microorganismos causadores da cárie, doença periodontal, etc, principalmente o streptococcus mutans, ou pelo menos, um ambiente desfavorável para a proliferação e
atuação dos mesmos.
As frutas frescas e verduras cruas são chamadas de alimentos detergentes. A refinação dos alimentos os torna potenciais causadores de cárie. Dai que surge a importância da higiene bucal, principalmente após as refeições. Os alimentos não são cariogênicos, mas podem se tornar através de uma interação complexa da: composição dos alimentos, padrão de consumo, flora bacteriana da placa, TEMPO QUE PERMANECE NA CAVIDADE ORAL .
Os sucos e bebidas de frutas
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