ALTERAÇÕES DE NÚMERO SUPRANUMERÁRIOS
Governador Valadares
Setembro de 2002
1.0- INTRODUÇÃO
Habitualmente chamamos de Anomalias ou variações dentárias desvios do tipo morfológico médio dos elementos básicos do aparelho mastigador, compreendendo, portanto, todas as perturbações que possa apresentar esse tipo fundamental.
Os dentes humanos sofrem constantemente evolução e alterações normal, congênitas, patológicas, retornos atávicos diversos e perturbações no aparelho mastigador, podendo transformar as peças dentárias profundamente.
As anomalias são diversas. De maneira análoga, destacaremos a supranumerários ou anomalias de número com suas variedades, sendo ela a mais freqüente de todas.
2.0- ANOMALIAS DE NÚMERO
Pode-se encontrar um número maior ou menor de dentes. Entre as reduções, o número de dentes desenvolvidos em certas malformações graves pode ser muito baixa ou até nula. Entretanto, existe também diminuições típicas do número de dentes, entre as quais forma citadas em várias ocasiões a falta do incisivo lateral e do terceiro molar.
Também pode considerar-se como variação típica da dentição humana, a falta do segundo premolar permanente, quase sempre associada com a persistência do segundo molar decíduo. Este caso aparece com freqüência nos dentes inferiores. Não se pode afirmar se trata de uma perturbação filogenética da dentadura humana, interpretada como sendo um segundo molar de dente que persiste ou que seja um futuro molar.
Os dentes supranumerários existem em várias regiões. Na zona dos incisivos apresentam-se sob aparências diversas. Na primeira, do lado lingual, ou na própria arcada, em geral unilateralmente, encontra-se um dente em forma de cone ou de cartucho, designado de mesiodente. Este elemento é considerado por muitos como reaparecimento do terceiro incisivo dos mamíferos, já desaparecido no homem.
Pode haver o aumento do número de incisivos até três, pelo aparecimento de um análogo ao incisivo lateral. Pode-se observar, assim mesmo, uma separação parcial do incisivo lateral ao nível da coroa ou da raiz, determinada pelo aparecimento de sulcos longitudinais e acompanhada de um alargamento da coroa. Essa disposição constitui um grau intermediário que pode levar à duplicação completa do dente (dentes gêmeos), e assim parece justificada a crença de que este aumento de número consista de uma formação esquizógena ou divisão, na qual o rudimento do incisivo lateral superior dividiu-se mais ou menos completamente em outros dois.
A segunda região onde se observam com mais freqüência dentes supranumerários é a região pré-molar. Na maior parte dos casos, tratam-se de dentes análogos aos premolares, ou premolares verdadeiros que se desenvolveram entre os premolares normais ou entre o segundo promolar e o primeiro molar. De qualquer modo, somente em algumas ocasiões pode determina-se com segurança a que região pertence tais premolares supranumerários, e isto ocorre sobretudo no caso de terem ficado retidos no maxilar. Porém se existem três premolares típicos, não importa determinar qual deles é o supranumerário. Esta circunstância merece ser levada em consideração, porque do aparecimento de um germe supranumerário numa determinada região, poderiam deduzir dados para esclarecer qual dos três premolares existentes nos macacos inferiores é o que desapareceu nos macacos superiores e no homem. As anomalias até aqui descritas, não permitem das contestação a esta pergunta.
Para determinar, devemos nos ocupar dos dentes supranumerários da região dos molares. Deve-se distinguir dois tipos: os distomolares e os paramolares.
Chamam-se distomolares os dentes que aparecem além do terceiro molar, ou um tanto deslocados para o lado lingual em relação a este. Representam um quarto molar, formação considerada atávica e encontrada muitas vezes na forma rudimentar de esboço epitelial. A configuração desses dentes oscila entre a de um simples espigão e a dos molares bem constituídos. São mais raros mos europeus do que nas raças primitivas, e se encontram
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