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Candidíase Bucal

Trabalho por Karen Paula da Silva, estudante de Odontologia @ , Em 26/04/2005

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Candidíase Bucal


INTRODUÇÃO

A candidíase é uma doença decorrente de infecção endógena, provocada por parasitismo ocasional, desenvolvido pelos fungos do gênero Candida em especial pelo Candida albicans.

Este microorganismo é um habitante relativamente comum da cavidade bucal, do trato gastrintestinal e da vagina de pessoas não afetadas clinicamente. Entretanto, parece que a mera presença do fungo não é suficiente para produzir a doença. É preciso ocorrer à penetração nos tecidos, embora esta invasão geralmente seja superficial e ocorra apenas em certas circunstâncias. A doença é considerada a mais universal das infecções oportunistas. Sua ocorrência aumentou consideravelmente depois do uso abusivo de antibióticos, que destroem a flora bacteriana normalmente inibidora, e do emprego de drogas imunossupressoras, particularmente dos corticosteróides e de drogas citotóxicas. Esta é a causa principal da doença em pacientes com leucemia, linfomas e tumores. Além de afetar a cavidade bucal, a doença, também chamada de monolíase, envolve freqüentemente a pele bem como o trato gastrintestinal, o trato vaginal, o trato urinário e os pulmões. A colonização vaginal parece aumentar com a diabete, a gravidez e os anticoncepcionais por via bucal. A candidíase bucal ou sapinho persiste como doença localizada, mas às vezes pode estender-se à faringe ou mesmo aos pulmões, freqüentemente com conseqüência fatal.

A candidíase ainda se faz presente em pacientes em tratamento quimio e radioterápico e é a manifestação mais comum na AIDS quando o cirurgião-dentista assume relevante papel no tratamento uma vez que as lesões bucais associadas com a infecção pelo fungo influenciam no bem-estar do indivíduo, exigindo um tratamento realizado pelos profissionais treinados em cuidar da saúde bucal.

A suscetibilidade dos pacientes acometidos pelo HIV às infecções oportunistas não ocorre no início, mas somente meses após, quando os linfócitos TCD4+ estão abaixo de 300 células/mm³ e a combinação de drogas (antimicrobianos, corticóides e antiinflamatórios) podem desencadear a proliferação de espécies de leveduras, inclusive a Candida sp. Sendo que, nestes pacientes ocorre maior resistência ao tratamento convencional da candidíase que além das lesões bucais podem se disseminar para o esôfago.


ETIOPATOGENIA

A Candida sp faz parte da flora normal em 40 a 60% da população. Além da Candida albicans podem estar envolvidas outras espécies como C. tropicalis, C. parapsilosis, C. stellatoidea e C .krusei, as quais podem assumir patogenicidade em decorrência de alterações locais e/ou sistêmicas. Lesões preexistentes, traumatismos, fatores de ordem geral (endócrinos, metabólicos, doenças consuntivas e caquetizantes), agentes terapêuticos (antibióticos, corticosteróides, drogas citotóxicas), agindo isoladamente ou associados, podem interferir com a anfibiose, promovendo o desencadeamento de candidíases.

O aspecto histológico das lesões por cândida revela a presença das hifas nas camadas superficiais do epitélio. As placas pseudomembranosas consistem de epitélio descamado, fibrina, restos necróticos, leucócitos, bactérias, resíduos alimentares e as hifas do fungo. Edema e microabscessos são algumas vezes observados na camada espinhosa do epitélio. Na lâmina própria observa-se exsudato inflamatório constituído por plasmócitos, linfócitos e granulócitos neutrófilos.

Além disso, ocorre reação inflamatória superficial com a forma de pseudomembrana e hiperplasia epitelial nas formas crônicas.


FORMAS CLÍNICAS

É grande o polimorfismo clínico decorrente da ação patogênica de Candida albicans.Pode a doença assumir desde formas clínicas localizadas, tais como estomatites, até formas graves de doenças generalizadas, existindo entre estes extremos toda uma gama de configurações clínicas.

Além de apresentar outras localizações, as lesões de candidíase podem instalar-se em qualquer região do tegumento cutâneo ou das superfícies mucosas, assim envolvendo, aspectos dermatológicos e estomatológicos.

De especial interesse estomatológico é a classificação das formas clínicas de candidíases, propostas por Lehner.

De acordo com este autor, podemos classificar as manifestações clínicas das candidíases em formas agudas e