INSTRUMENTAL CIRÚRGICO
Todo ato operatório constitui-se da soma ou mesmo da combinação de procedimentos simples, cada um deles executado com técnica e com instrumental apropriados. Esses procedimentos são chamados de Manobras Cirúrgicas Fundamentais e são agrupados em manobras de Diérese, Exérese, Síntese, Hemostasia e de orientação à reparação tecidual.
Neste, iremos nos ater mais especificamente ao material e instrumental utilizados.
Manobras de DIÉRESE:
São as manobras que visam romper (incisão) ou interromper (divulsão) a integridade tecidual. Representam os meios pelos quais o cirurgião pode penetrar através dos tecidos e atingir a área anatômica de interesse cirúrgico.
As incisões, da mesma forma como todas as demais manobras cirúrgicas fundamentais, são efetuadas pelo uso de instrumentos cirúrgicos, chamados principais, cuja ação pode ser facilitada pelo uso dos instrumentos acessórios.
- Pinça, espelho e explorador: São usados no exame clínico, no pré-operatório. O espelho, também é empregado em cirurgias bucais, pois permite o afastamento das bochechas, lábios e língua, para uma melhor visualização do campo operatório; protege ainda, a língua em casos de exodontia por seccionamento dental.
- Seringa tipo Carpule: É empregada em cirurgia bucal para anestesias intra-orais e algumas extra-orais. Possui intermediários: longos e curtos, nos quais são adaptadas agulhas longas e curtas. Os tubos de anestésico são adaptados à seringa, que tem duas amplas aberturas laterais, através das quais o profissional observa a saída do anestésico ou a penetração do sangue se mesclando a solução anestésica. Sempre colocaremos a agulha primeiro e depois o tubete anestésico.
- Pinça: As pinças clínicas são usadas para embrocação intra e extra-oral, além de serem utilizadas, também, como auxiliares para eliminação de fios de sutura.
- Espátula de Freer: Usada para se fazer a divulsão do tecido gengival inserido e dos ligamentos alvéolo-dentários em contigüidade com o colo do dente (Sindesmotomia). Usamos também, sindesmótomo, hollemback nº 3.
- Destaca-periósteo: Serve para deslocar o retalho mucoperiostal; é empunhado como caneta, apoiando-se nos dentes vizinhos, ou ainda como faca.
- Cabo de Parker (cabo de bisturi): Para cirurgias bucais, o bisturi mais indicado é aquele com lâminas intercambiáveis. Serve para incisão ou secção dos tecidos moles.
- Lâminas: As lâminas devem ser, sempre, montadas ao cabo com o auxílio da porta-agulhas, para serem evitados acidentes desagradáveis. O bisturi pode ser empunhado como caneta na grande maioria das oportunidades, e ainda como arco de violino e como faca.
As lâminas utilizadas para esse bisturi são: nº 11, para drenagem de abscessos e alguns tipos de incisões, ou ainda incisões de papilas interdentais no preparo da sindesmotomia; a nº 12, para incisões distalmente aos segundo e terceiro molares; nº 15, para incisões na mucosa bucal.
- Tesoura ponta-romba: Para corte e secção dos tecidos moles; em exodontias são utilizadas tesouras com lâminas finas, retas ou curvas, pontiagudas ou rombas. A tesoura com ponta-romba, e as tesouras curvas são utilizadas para o corte de fios de sutura.
Manobras de EXÉRESE
É a cirurgia propriamente dita.
Na exérese incluem-se as manobras cirúrgicas fundamentais pelas quais, retiramos porção ou todo um órgão.
- Elevadores: O elevador dental é um instrumento odontológico usado em cirurgia bucal. Como seu nome sugere, é usado para levantar um dente ou raíz de seu alvéolo, pela aplicação de uma força de deslocamento. Compõe-se de uma parte ativa ou lâmina e de uma parte passiva, constituída de cabo e de porção intermediária ou haste.
Classificam-se quanto à sua forma e função:
- Classificação pela função:
- Elevadores pesados, elevadores leves e elevadores finos.
Ferramenta