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Montagem de Modelos em Articularadores Semi-Ajustáveis

Trabalho por Flavio Salomão Miranda, estudante de Odontologia @ , Em 22/04/2003

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Montagem de Modelos em Articulador Semi-Ajustável 

Com o objetivo de reproduzir uma situação semelhante às relações intermaxilares do paciente, os modelos obtidos das arcadas precisam de uma determinada orientação no articulador. Para isso utiliza-se o arco facial e registros da relação cêntrica e dos movimentos protrusivos e laterais.


Montagem superior:

Utiliza-se o arco facial devido à necessidade de relacionar os dentes superiores ao eixo terminal de rotação condilar, para desta forma possibilitar um arco de fechamento correto do articulador e consequentemente contatos oclusais precisos.

Procedimentos clínicos:

  • I Primeiramente deve-se recobrir três regiões do garfo (duas posteriores e uma anterior) com godiva de baixa fusão, em seguida leva-se contra os dentes superiores para que desta forma possa-se registrar as pontas de cúspides dos molares e a face incisal dos incisivos centrais.
  • II Verificar a estabilidade do modelo superior no garfo.
  • III Recolocar o arco contra os dentes superiores,, pedindo ao paciente que o mantenha em posição com auxilio dos polegares.
  • IV Adaptar o arco facial ao garfo, colocando as olivas no meato auditivo interno, em seguida tracionar os ramos do arco facial para frente. Pedir ao paciente que, com os dois dedos livres, estabilize e mantenha em posição os dois ramos do arco facial.
  • V Colocar o posicionador nasal na depressão existente na base do nariz (parafuso deve estar bem justo).
  • VI Anotar a distância intercondilar para a posterior calibragem do articulador, em seguida a fixação dos parafusos do arco facial. A montagem do arco facial é checada, pedindo-se ao paciente que retire as mãos do instrumento devendo todo o conjunto permanecer estável.
  • VII Iniciar a retirada do arco afrouxando o parafuso central superior e removendo o posicionador nasal, os ramos são afastados e o instrumento retirado.

Procedimentos laboratoriais:

  • I Levar os dados obtidos da distância intercondilar para os ramos superior e inferior do articulador. A inclinação da guia condilar é levada a 30 graus e o ângulo de Bennet em 15 graus.
  • II Adaptar o arco facial com cuidado ao ramo superior, sendo esse conjunto levado ao inferior.
  • III Colocar o modelo superior sobre o garfo tendo-se o cuidado de estar sempre checando a estabilidade do mesmo.
  • IV Manipular gesso e leva-lo contra o modelo e a placa de montagem.
  • V Verificar se a montagem do modelo superior está correta considerando uma ligeira inclinação do plano oclusal na parte posterior.


Montagem inferior:

Para uma manipulação correta, deve-se conhecer os movimentos mandibulares . A técnica descrita é a manipulação bilateral (Técnica de Dawnson).

Procedimentos clínicos:

  • I Antes de iniciar a manipulação da mandíbula do paciente, colocar um rolo de algodão entre os dentes anteriores para assim desocluir dentes os posteriores, de modo a causar uma desprogramação do sistema neuromuscular, facilitando o trabalho clínico.
  • II Posicionar o paciente em posição supina e instruí-lo a tentar relaxar ao máximo a musculatura.
  • III O cirurgião dentista posiciona-se atrás do paciente, estabilizando firmemente sua cabeça contra o abdômen, impedindo desta forma sua movimentação durante o registro.
  • IV Com os dedos colocados corretamente na mandíbula inicia-se a manipulação suavemente, com movimentos de abertura e fechamento fazendo com que a mandíbula gire sobre seu eixo. O objetivo é treinar a manipulação, descontrair a musculatura e ganhar a confiança do paciente.
  • V Tomando por base que a mandíbula esta girando livremente, sem nenhum sintoma muscular e articular, inicia-se uma pressão continua dos polegares para baixo e, logo após, pressão dos outros dedos para cima, procurando levar os côndilos contra a parede posterior da eminência articular. A mandíbula fecha-se, então, até ocorrer o primeiro