Branqueamento Dentário
INTRODUÇÃO
No mundo moderno, civilizado, cosmeticamente consciencioso, dentes brancos bem contornados e bem alinhados estabelecem o padrão de beleza. Tais dentes são, não apenas considerados atraentes, mas indicam também saúde nutricional, amor próprio e orgulho para com a higiene, status econômico e sensualidade.
Em um número considerável de vezes, os dentes anteriores, especialmente os superiores, apresentam apenas alteração de cor, estando com a forma, contorno, alinhamento e textura superficial original não comprometida. Nesses casos, dependendo especialmente da etiologia e intensidade da alteração de cor. O clareamento dental passa a ser a primeira alternativa de tratamento.
O clareamento, infelizmente, não é um procedimento previsível. No entanto, ele poderá por si só, mudar as aparências dos dentes, tornando-a esteticamente agradável.
O primeiro relato de clareamento em dentes não vitais é de 1848, em 1948, o clareamento de dentes não vitais com cloreto se cálcio foi praticado. Embora, inicialmente a literatura tenha focado o clareamento de dentes não vitais, os dentes vitais também foram clareados, primeiramente em 1868, com ácido oxálico, e depois com peróxido de hidrogênio com instrumento aquecido ou uma fonte de luz. O emprego da técnica de clareamento caseiro em dentes vitais foi inicialmente proposta em 1968 e, desde então, houve um aumento considerável das alternativas de tipos e de concentrações de agentes clareadores disponíveis no mercado.
É fundamental, o clínico conhecer, em primeiro lugar, os diferentes tipos de alteração de cor, seus possíveis fatores etiológicos, uma vez que a seleção e o plano corretos do caso são os primeiros e, talvez, os mais importantes passos para o encaminhamento seguro do tratamento.
OBJETIVO
Este trabalho mostra os tipos de clareamento dental, assim como sua etiologia, materiais disponíveis, métodos, vantagens e desvantagens.
Etiologia das alterações de cor
Os dentes podem sofrer alterações na sua cor devido a fatores externos (extrínsecos) ou internos (intrísecos).
Fatores Extrínsecos
São geralmente , manchas superficiais nos dentes causadas pela ingestão exagerada de alimentos e substâncias que contenham corantes fortes . Essas manchas não são motivo de grande preocupação para o dentista, pois são de fácil remoção através de uma profilaxia.
O constante uso de clorexidina, pode ser capaz de manchar os dentes e um controle de placa deficiente exarceba um tipo de descoloração que muitas vezes pode ser resolvido por uma profilaxia e polimento coronário. A situação se complica quando existem irregularidades (defeitos) no esmalte, recessão gengival, restaurações defeituosas, dentina e raiz exposta.
Assim os pigmentos tornam-se mais profundos e de difícil remoção,obrigando o dentista a aplicar técnicas mais radicais como por exemplo, o polimento dental com pastas abrasivas e ou raspagem de coroa raízes dos dentes afetados.
Exemplos de fatores extrínsecos: chá, café, cigarro, bebidas com corantes, acúmulo de placa.
Fatores intrísecos
São descolorações que tem os pigmentos incorporados na intimidade da estrutura dental, sendo mais difíceis de serem tratados necessitando de tratamento específico de clareamento dental. Podem ser adquiridas durante a vida. Exemplo: quando advêm de fatores pré-eruptivos, devido a ingestão excessiva de medicamentos como a tetraciclina, fluoretos (fluorose dental), distúrbios sistêmicos como a hipocalcemia, má formação congênita de esmalte ou dentina. Nas descolorações pós-eruptivas destaca-se a impregnação crônica de pigmentos oriundos da dieta e substâncias como o tabaco , o "amarelamento" fisiológico oriundo da progressiva calcificação pulpar em função do avanço da idade, traumas (pela hemorragia) ou acinzentamento ou amarelamento por descoloração natural desde a erupção.
As alterações de cor podem ser de origem congênita, ou seja aparecem na fase de formação da vida.
Exemplos: Dentinogênese imperfeita, hipoplasia de esmalte e fluorose.
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