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Doenças Bucais

Trabalho por Jackson Weigel, estudante de Odontologia @ , Em 18/07/2003

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Doenças Bucais: Uma visão global


Nos últimos anos, podemos verificar importantes avanços no que diz respeito à saúde bucal. Tendo nas últimas décadas um declínio das principais doenças bucais, que está se consolidando juntamente com os importantes trabalhos realizados em escolas e na sociedade como um todo. Mas este é somente o início de uma luta que ainda tem muito para mudar o conceito de cárie que está longe de ser considerada sob controle, o mesmo pode-se dizer da doença periodontal.

Ainda deve-se estudar o chamado grupo de "polarização", onde 20% da população são responsáveis por 80% do número total de doenças bucais, não se sabe ao certo se estes tornam-se "resistentes" aos tratamentos, ou se estes não recebem as informações necessárias para manter um boa higiene bucal. Muitas vezes, pode-se ter um índice maior de doenças bucais, justamente por ainda haver uma concepção retrógrada de que os portadores destas estão "menos doentes" do que aqueles que apresentam outro sintoma em "áreas mais nobres", mas esta idéia já está a ponto de ser exterminada.

Em um exame mais aprofundado do assunto, mostra que há inúmeros sinais na prática, de que a saúde bucal é considerada uma parte separada no Sistema de Saúde no Brasil. Por exemplo, os planos de saúde de Seguro-Saúde no Brasil, com pouquíssimas exceções, excluem completamente o tratamento odontológico da sua cobertura. E essa situação não é boa nem para a população, nem para a Medicina e a Odontologia. O moderno conhecimento científico disponível não dá suporte à idéia dominante de que a mais importante missão na Odontologia é "tratar os dentes das pessoas". Essa visão "dentária da profissão é definitivamente incompatível com a responsabilidade e as atribuições atuais do dentista, como membro da equipe de saúde e frente às demandas da sociedade, concorda também neste aspecto C. Everett Koop 1".

Em crianças e adolescentes foi grande a redução de dentes ostentando cavidades cariosas assim como uma acentuada melhoria nas condições periodontais. Embora as razões para esse fato ainda não foram esclarecidas, certamente guardam relação direta com o aumento e a universalização da exposição das pessoas ao flúor, posto na água de abastecimento e os dentifrícios fluoretados. Além disso, alguns acreditam que, embora o consumo de sacarose não tenha declinado, está em marcha uma mudança no perfil de consumo de açúcar por crianças e adolescentes, o que significa que provavelmente temos uma dieta menos cariogênica. De acordo com alguns autores, a ingestão de açúcar só continua como um fator de risco para o grupo mais suscetível, que é composto por crianças que apresentavam 2 ou mais cavidades cariosas interproximais.

Está sendo observada uma grande redução do número de dentes extraídos entre os adultos, além de uma grande diminuição na prevalência de cáries e restaurações.

Porém, as mudanças surgiram definitivamente na odontologia quando mostrou-se que a cárie era uma doença bacteriana infecciosa e transmissível pois as lesões cariosas e periodontais eram resultantes de doenças infecciosas, que por sua vez dependiam da presença e dominância de certas bactérias odontopatogênicas nas placas.

Constatou-se também que inúmeros fatores estão ligados à cárie, como por exemplo o nível de atividade metabólica das bactérias, o ph da saliva, a higiene bucal e, tendo como pano de fundo as condições sócio-econômico a que as pessoas estão submetidas, assim concluiu-se que a cárie é uma doença multifatorial.

É importante salientar que os futuros dentistas devem mudar essa concepção "dentocêntrica" ainda tão arcaica. È preciso ampliar a visão desta profissão, não deve-se analisar somente o dente, mas o indivíduo como um todo. È importante manter um diálogo aberto e amplo com o paciente, para que o diagnóstico seja ainda mais preciso. Um exemplo são os pacientes hipertensos, que com seus medicamentos