Dieta (MEDICINA)
Sistema de controle da alimentação que se faz com fins higiênicos ou terapêuticos.
Carne ; Gestação e parto ; Nutrição ; Obesidade
Macrobiótica
Difundida no Ocidente a partir da década de 1960, a dieta macrobiótica, baseada no preceito "você é o que você come", visa a equilibrar o organismo de modo a curar e prevenir doenças.
Macrobiótica é a arte de prolongar a vida e torná-la saudável pela observação de certas regras alimentares. A dieta macrobiótica tem origem na dieta vegetariana que parece ter prevalecido por milhares de anos entre alguns povos orientais. Inspirada nos ensinamentos de Buda, mostra como equilibrar, por meio da alimentação, as duas forças antagônicas e complementares do organismo, yin e yang. A primeira é negativa: o doce, o escuro, a lua etc. Yang é a positiva: o sal, a luz, o sol etc. Os alimentos são classificados em yin e yang, e do equilíbrio entre eles dependem a saúde, a harmonia e a felicidade.
A base da dieta macrobiótica são os cereais integrais, sobretudo o arroz. As frutas mais recomendadas são maçã, morango e melancia, mas só na estação e sem pesticidas ou produtos químicos. O mesmo vale para legumes e verduras, entre os quais se recomendam cenoura, inhame, abóbora, acelga e outros. Bebidas excitantes, condimentos, carnes e açúcar devem ser excluídos. A mastigação é fundamental, pois só alimentos bem mastigados são bem digeridos.
Com adeptos no mundo inteiro, a macrobiótica foi divulgada no Ocidente por George Oshawa. No Brasil, a difusão se deve a seu discípulo Flávio Zanata.
Vegetarianismo
Tanto na filosofia grega, representada pelos pitagóricos e neoplatônicos, como na oriental, representada pelo budismo e o bramanismo, o regime vegetariano era entendido como elemento capaz de harmonizar o homem com o universo. A idéia de purificação do corpo e do espírito se manteve, ao longo dos tempos, entre os adeptos do vegetarianismo.
Vegetarianismo é a teoria ou prática da alimentação constituída unicamente de vegetais, como legumes, verduras, raízes, frutas, brotos, grãos e frutas secas, adotada por razões éticas, religiosas ou de nutrição. A carne vermelha, o pescado e as aves estão excluídos da dieta vegetariana. As correntes lactovegetarianas admitem a ingestão de leite e seus derivados, e as ovolactovegetarianas incluem também ovos.
Na antiguidade, a abstenção deliberada de carne na alimentação era praticada provavelmente de forma temporária, relacionada às celebrações rituais, como purificação e meio de acesso às divindades, ou como voto sacerdotal. A proposta de uma dieta vegetariana em caráter permanente surgiu em meados do primeiro milênio anterior à era cristã, simultaneamente na Índia e no Mediterrâneo oriental, de modo aparentemente independente. A partir de Platão, vários filósofos pagãos, entre os quais Epicuro, Plutarco e os neoplatônicos, recomendaram a abstinência de carne. A idéia estava então associada à condenação dos sacrifícios religiosos com derramamento de sangue e à crença na reencarnação. Os brâmanes indianos aplicaram as leis de respeito aos animais sobretudo à vaca, que se tornou sagrada.
Embora modificado, o vegetarianismo não deixou de ser praticado no Oriente, ligado sobretudo aos preceitos religiosos budistas. As tradições monoteístas que dominaram a cultura do Ocidente eram, no entanto, menos favoráveis a essa orientação alimentar, embora os primeiros líderes cristãos e alguns grupos judeus tenham condenado o consumo de carne.
O surgimento de ideais humanitários que caracterizou a filosofia européia dos séculos XVII e XVIII recuperou, no Ocidente, o hábito da dieta sem carne, justificada em nome do aprimoramento moral da sociedade, sensível ao sofrimento dos animais. Diversas comunidades religiosas adotaram esse costume, especialmente nos países anglo-saxões e germânicos, sob diferentes interpretações éticas. Pensadores e escritores como Voltaire e, já no século XIX, Shelley
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