Metabolismo do Ferro
A disponibilidade de ferro no organismo está estritamente associada com a hemoglobina, mioglobina e outras hemoproteínas. O ferro presente no organismo é encontrado em insignificantes proporções (no valor de 3 a 5g) em virtude da capacidade que o organismo tem de absorver apenas 10% da fonte de ferro ingerida.
O ferro é também componente de muitos tecidos além do sangue, por exemplo, a mioglobina do músculo, e é essencial para a composição de catalisadores como os citocromos, peroxidases e catalases.
O ferro é também um constituinte de proteínas como a ferridoxina e a adrenodoxina.
A maior parte do ferro corporal encontra-se nas hemácias na forma de complexo ferroporfirina da hemoglobina. Quantidades menores estão na mioglobina e em compostos armazenadores de ferro (ferritina e hemossiderina).
O ferro é considerado uma " substância de direção única". Pode ser absorvido em pequenas quantidades e seu excesso é eliminado pelas fezes.
A absorção de ferro envolve a liberação de ferro dos alimentos pelo HCl (como Fe+++) formando logo um quelato com o ácido ascórbico e certos açúcares e aminoácidos. Estes quelatos permanecem solúveis nos líquidos mais alcalinos do duodeno e jejuno, onde se intensifica a absorção do ferro.
Um receptor da mucosa da parte superior do intestino delgado, a apoferritina controla a absorção do ferro. Desta forma, quando o organismo requer ferro, comumente como conseqüência de uma perda de sangue e um resultante aumento compensatório da hematopoese, é retirado do receptor da mucosa intestinal, aumentando a absorção de ferro da dieta para renová-lo.
O ferro é estocado no organismo sob duas formas: ferritina e hemosiderina . A ferritina é um complexo hidrossolúvel de hidróxido de ferro e de uma proteína (apoferritina). A apoferritina forma uma cápsula no interior no qual íons férricos e oxigênio estão dispersos. Encontra-se ferritina em praticamente todas as células do organismo e no plasma, mas os locais onde sua concentração é maior são o fígado, o sistema retículo-endotelial e a mucosa intestinal. No plasma, a apoferritina tem propriedades enzimáticas convertendo Fe2+ em Fe3+ facilitando sua incorporação pelas células.
A hemossiderina parece ser uma forma desnaturada ou parcialmente desproteinizada da ferritina. É encontrada, principalmente, nas células do sistema retículo endotelial, no fígado, na medula óssea e no baço.
Uma maior quantidade de ferro está presente na hemoglobina nos eritrócitos. O ferro possui uma vida média de 120 dias, sendo posteriormente hemolizados. 30% do ferro do organismo se encontra armazenado no fígado, e este pode ser utilizado para restituir o ferro plasmático se necessário. 1 a 2 mg de ferro são perdidos diariamente na forma de secreções intestinais ou células epiteliais descamadas. Estas perdas são compensadas pela igual quantidade de ferro na dieta.
Já na mulher adulta, se perde aproximadamente 30 mg de ferro durante o período menstrual. Na gravidez, umas 600 mg de ferro são transferidas para o feto. A compensação de ferro, além de contar com o ferro da dieta, é incorporado doses terapêuticas de sais de ferro.
A vitamina E também influencia na conservação das reservas corporais de ferro, porque aumenta a resistência da membrana do eritrócito à hemólise e diminuindo assim a velocidade da renovação da hemoglobina. Quando há uma falta de vitamina E, é característico um aumento de hemólises dos glóbulos vermelhos, com anemia concomitante.
As melhores fontes de ferro são o fígado, carne, ovos (gema), verduras de soja, grãos integrais, pães e cereais enrijecidos.
Existem dois tipos de ferro nos alimentos , classificados como ferro heme e ferro não-heme. O primeiro se encontra principalmente em carnes, aves e pescado e constitui em 40 do ferro total da dieta. As verduras,
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