ENERGÉTICOS e CAFEÍNA
A escolha de energéticos como tema do nosso seminário se deve à atual presença desses nas casas noturnas e do seu grande consumo principalmente por jovens. Também por serem pouco conhecidos. Afinal, por que essas bebidas causam excitação? Quais são seus componentes? Quais deles fazem mal ou não pra saúde? E aonde agem no nosso organismo? São essas perguntas que tentaremos responder.
Os energéticos são compostos, em sua maioria, pelos mesmas substâncias: o aminoácido taurina, glicose (e/ou frutose), cafeína, e complexos vitamínicos do tipo B. Alguns podem conter ginseng.
Porém, existem inúmeras controvérsias com relação aos efeitos causados pela maioria dos componentes dos energéticos. Assim, descreveremos os efeitos atribuídos pelos fabricantes das bebidas, e também informações contrárias conseguidas de diversas fontes.
Taurina: Presente abundantemente na carne vermelha e de peixes. Segundo os fabricantes, diminui e regula a atividade dos neurotransmissores; ajuda na locomoção do potássio, sódio, cálcio e magnésio entre as células, e ajuda a criar impulsos nervosos; tem poder antioxidante e antitóxico; ajuda no tratamento da arritmia cardíaca, e oferece benefícios a inúmeras outras partes do corpo. Porém, existem poucos estudos sobre os reais efeitos da taurina, sendo assim a maioria deles apenas especulação. Já foram feitos estudos apenas que comprovam os efeitos na diminuição da atividade do sistema nervoso.
Vitaminas B: Extremamente importantes para o ciclo metabólico, sendo fundamentais em etapas da geração de energia a partir de nutrientes. No entanto, sua ingestão é benéfica apenas quando existe uma deficiência; e o excesso pode chegar a causar efeitos negativos, como uma dificuldade maior em se transformar a gordura corporal em energia.
Glicose: A ingestão de grande quantidade de glicose, com sua decorrente entrada na corrente sanguínea, gera um aumento da sensação de bem-estar e do nível de concentração. Porém, o corpo rapidamente secreta insulina, e em pouco tempo a taxa de glicose cai a um nível mais baixo do que o anterior, gerando a sensação de cansaço e desconcentração.
A Cafeína:
A cafeína, a substância estimulante mais consumida mundialmente, é o principal componente dos energéticos. Assim, nos aprofundaremos um pouco mais sobre seus principais efeitos e consequências.
Seus principais efeitos imediatos são o aumento da atenção, maior clareza no pensamento e poder de concentração, e maior facilidade na associação de idéias; diminuição da sensação de cansaço e fadiga, e aumento no bom-humor e sensação de bem-estar. A cafeína tem também um comprovado efeito diurético e, como outros estimulantes, aumenta o ritmo cardíaco, eleva a temperatura corporal e tem efeito vasoconstritor. Outros usos são: como potencializador do efeito de analgésicos como a aspirina; no combate à enxaqueca (pois diminui o calibre dos vasos do cérebro, consequentemente diminuindo a dor); e no alívio dos ataques de asma, por dilatar os brônquios. Além disso, demonstrou-se eficaz no aumento da disposição em indivíduos que não dormiam há mais de 48 horas.
Porém, a cafeína é desaconselhável para pessoas que sofrem de gastrite, por estimular a secreção de suco gástrico por um longo período. Além disso, se consumida à noite, a cafeína pode proporcionar um sono mais leve e curto, além de provocar insônia.
Mesmo sendo há muito tempo usada como estimulante, ainda existem inúmeras controvérsias a respeito dos efeitos a longo prazo de sua ingestão. Diz-se que a cafeína pode estar relacionada ao desenvolvimento de câncer e no nascimento de bebês defeituosos, porém isso nunca foi comprovado de acordo com pesquisas feitas em ratos, a cafeína causaria má formação se ingerida em quantidades equivalentes a 70 xícaras de café em humanos. Mesmo assim, a federação americana ainda mantém a cafeína
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