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Aminas Bioativas

Trabalho por Angela Neme, estudante de Nutrição @ , Em 01/05/2005

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AMINAS BIOATIVAS

2004


Introdução

A alimentação humana é estudada em direta conotação com o indivíduo, a quem deve atender nas suas necessidades orgânicas, em valores qualitativos e quantitativos, em períodos de vida e estados fisiológicos específicos. São também estudados os efeitos das deficiências nutricionais e da ingestão de substâncias tóxicas, através de ensaios com animais ou indivíduos.

Dentre essas substâncias, se encontram as Aminas Bioativas, os estudos realizados sobre a presença de aminas nos alimentos tem como finalidade a prevenção e também, em alguns alimentos, a apresentação da qualidade bacteriológica e função das aminas contidas.


Aminas Bioativas

As aminas bioativas se definem de forma geral como: moléculas biologicamente ativas que atuam sobre o sistema nervoso central e sobre o sistema vascular. Se encontram nesse grupo a adrenalina, a serotonina, etc.

Esse trabalho está voltado ao campo alimentar, onde o termo amina bioativa, é utilizado, para designar o grupo de compostos nitrogenados, de baixo peso molecular nos quais um, dois ou três átomos de hidrogênio da amônia (NH3) são substituídos por grupos alquila ou arila. São essenciais a vida, desempenhando funções importantes durante o metabolismo normal de microrganismos, vegetais e animais.

As aminas bioativas são classificadas em função do numero de grupamentos amina, da estrutura química, e da via biossintética. Quanto à via biossintética, as aminas se classificam em naturais e biogênicas. As naturais são formadas in situ nas células à medida que são requeridas. As biogênicas são formadas pela ação de microrganismos através da descarboxilação de aminoácidos.

Possuem dois tipos de nomenclatura oficial, dependendo de seu tamanho.

Os tipos de aminas bioativas: Putrescina, Cadaverina, Tiramina, Histamina, Serotonina, Agmatina, Espermidina, Espermina, Feniletilamina e Triptamina.

Aminas como a putrescina, espermina e espermidina estão presentes em tecidos com altas taxas de crescimento. Estão envolvidas com a divisão celular, participam de vários processos fisiológicos como o florescimento, desenvolvimento do fruto, resposta ao estresse, inibição da produção de etileno e da senescência.

A feniletilamina atua como substancia repelente de insetos predadores e animais forrageiros, por esta razão são significantes para a agricultura. A triptamina funciona como um precurssor do ácido indolacetico, que é um hormônio de crescimento, e ocorre em uma ampla variedade de plantas, sendo mais comum naquelas da família Gramineae e Leguminosae.

A ingestão dessas aminas produz sintomas parecidos com os de uma intoxicação microbiana.

CLASSIFICAÇÃO DAS AMINAS

As aminas são classificadas de acordo com a quantidade de radicais orgânicos ligados ao Nitrogênio. Uma amina é chamada de primária quando somente um dos hidrogênios do NH3  é substituído por um radical. Quando as substituições ocorrem em número de duas ou três, a amina é chamada de secundária e terciária, respectivamente.

como podemos ver no exemplo:

Dentre os três tipos de aminas a que mais se destaca é a terciária, que tem grande propriedade catalisadora.

Aminas terciárias

As aminas terciárias são os catalisadores mais usados na manufatura de PU’s celulares e sólidos. Na fabricação das espumas de PU, a principal função das aminas terciárias é controlar as etapas de crescimento e gelificação da espuma. Todavia, as aminas terciárias também controlam as reações de formação de uréia, uretano/uréia, uretano/isocianato e isocianato/isocianato, tendo, como conseqüência, papel relevante nas propriedades finais da espuma. As aminas terciárias, podem ser divididas em quatro classes de acordo com seu efeito na processabilidade e propriedades finais das espumas.

Algumas das aminas terciárias mais utilizadas são mostradas na Tabela.


NOMENCLATURA OFICIAL DAS AMINAS

Os nomes destes compostos podem ser obtidos informando-se os nomes dos