Uma Abordagem Histórica da Trajetória da Parasitologia
Novembro de 2004
Uma abordagem histórica da trajetória da parasitologia
A historia nos mostra que as doenças da pobreza vêm danos lugar às doenças da modernidade.
Entre as doenças da pobreza, destacamos as parasitárias ou parasitoses. Entende-se que parasitismo é apenas um dentre muitos tipos de associação de dois organismos e não há um caráter único possível para rotular uma animal como parasita.
O relacionamento do parasita com seu hospedeiro é nutricional, ou seja, não há vantagens que haja uma perda de hospedeiro para o parasita. Este fato Denomina-se simbiose, onde há uma adaptação do parasita sem gerar doenças ao hospedeiro.
Por volta de 1860, foi verificado que alguns parasitas eram patogênicos para homens e animais.
A historia da parasitologia e suas descobertas foram feitas ao longo do tempo e de forma isolada pelo mundo.
A descoberta de para sitas patogênicos, trouxe um enorme avanço à ciência e no campo da patologia. As escolas de medicina e hospitais criou oportunidades para estudar a parasitologia, destacando-se trabalhos na área de biologia, medicina tropical e parasitologia medica.
O estudo da parasitologia iniciou-se em 1850 com Joseph Leidy; e no final do séc. 19 expandiu-se a protozoologia, uma das ramificações da parasitologia.
No Brasil, o histórico de parasitologia iniciou-se em 1829, na Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, que através de um programa, tomou medidas de higiene, desde a população ate a medicina legal, procurando destacar o saneamento.
Após alguns anos, foi enfatizada a relação entre as parasitoses e o tipo de clima, raças. Em 1841, Jose Cruz Jobim, estudou sobre as doenças que mais afligiam escravos e indigentes no Rio de Janeiro, destacando-se uma doença vulgarmente conhecida como "opilação" ou na literatura estrangeira Mal de coen. Baseado nestes estudos, Otto Wucherer um caso semelhante, de um escravo que faleceu, onde foi constatado na autopsia, a presença de vermes da espécie Anchylostomun duodenale.
No Brasil foi criada, por Osvaldo Cruz, uma nova escola de Medicina, voltada somente para a área de saude publica Instituto de Manguinhos onde os pesquisadores desbravaram as regiões de sertão para estudar e combater principalmente a malaria.
Este instituto foi o único sul-americano a participar do 14 Congresso Internacional de Higiene e Demografia, presenteando a Osvaldo Cruz medalha de ouro pela sua atuação.
Em 1908, o Instituto Manguinhos passa a se chamar Instituto Osvaldo Cruz, com o objetivo de combater endemias e epidemias.
Em 1909, foi descoberta a doença de Chagas, por Carlos Chagas, que foi o primeiro a descobrir o vetor, o agente etiológico e a doença.
Segundo Barata, a forma de ocupação em São Paulo, em meados do séc.20, contribuiu para a ocorrência de doenças transmissíveis, como a febre amarela, malaria, leishmanioses cutâneo-mucosas e doenças de Chagas.
A leishmanioses tegumentares foi um marco, pois foi uma doença que se espalhou por toda São Paulo e região, ficando conhecida como "Ulcera de Bauru".
O estudo da parasitologia permitiu, com o decorrer dos séculos, um avanço no conhecimento do ciclo do parasito no homem e no mosquito, na produção de drogas especifica para cada fase do desenvolvimento e na busca da vacina.
Doenças como esquistossomose e enteroparasitose, foram indicadas como um dos mais sérios problemas de saúde publica no Brasil.
Com base nos estudos, vimos que a quantidade de mortalidade vindas de infecções de enteroparasitas e a diminuição de trabalho, custos sociais de assistência medica, entre outros, representam um problema excessivo de problema
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