Composição de Alimentos
Assugrin
Pouso Alegre MG
Novembro 2004
Aposte nos produtos Diet e Light
Consumidores que buscam novos e saudáveis hábitos alimentares têm nos produtos diet e light grandes aliados: seja para controlar doenças como o diabetes ou para colocar em prática dieta para a obesidade. Apesar de maior popularidade, ainda representam verdadeira incógnita.
Eles ocupam prateleiras inteiras em drogarias e supermercados, movimentam a indústria brasileira de alimentos em quase 3 bilhões de dólares por ano e seu consumo evoluiu em ritmo vertiginoso. Pode-se encontrar de tudo no segmento: pães, refrigerantes, balas...São os chamados produtos diet e light. Porém, apesar das vendas crescerem consideravelmente a cada ano, na hora de levar para casa, a maioria dos clientes ainda não sabe distinguir um do outro e boa parte dos vendedores também não.
De acordo com o dicionário Aurélio, a palavra diet refere-se ao "alimento ou cardápio isento de componentes como açúcar, sal ou gordura, destinado ao consumo por quem apresenta distúrbios físicos ou metabólicos". E light significa "com baixas calorias". Apesar das definições claras no dicionário, na prática a coisa se complica.
Mas de acordo com as portarias no 27 e no 29, da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, a distinção também é objetiva, não deixando margem de dúvida, isto é, os alimentos light devem apresentar redução mínima de 25% em algum nutriente ou componente calórico (açúcar, gordura ou sal) em relação ao alimento convencional. Já o conceito diet é aplicado aos alimentos especialmente formulados para atender às necessidades de pessoas com distúrbios metabólicos ou fisiológicos como diabéticos, celíacos (intolerância permanente ao glúten) ou hipertensos, isso sem a necessidade específica de redução calórica.
Confuso para quem compra, vago para quem vende, há alguns anos, diet era sinônimo de remédio. De 1973 a 1988, a legislação brasileira determinava que qualquer item dietético só poderia ser comercializado sob prescrição médica, para quem tivesse distúrbios orgânicos, como obesidade e diabetes. Na década de 90, com as mudanças na legislação e o anseio crescente pela boa forma física ou pela restrição do nível calórico da alimentação, esse consumo aumentou consideravelmente. Os produtos light surgiram em decorrência do sucesso dos dietéticos, estimulados por uma estratégia de marketing das indústrias de alimento, que pretendiam atingir o público preocupado com qualidade de vida, a partir de uma alimentação mais saudável.
Entre os anos de 1995 e 2000, as vendas no mercado diet e light no Brasil passaram de 400 milhões para 1,7 bilhões de dólares.
Entretanto, os números brasileiros ainda são modestos quando comparados aos do mercado americano. Exemplo? Nos estados Unidos, de cada 100 itens à venda, 35 pertencem à categoria.
Outro dado importante e que poucas pessoas sabem é que os alimentos light, dependendo de sua composição, também podem ser diet, desde que tenham as duas especificações. Ou seja, além de reduzir calorias, podem ser usados por quem tem restrições alimentares causadas por doenças. Veja bons exemplos:
Achocolatado em pó Gold (51% de redução calórica e adoçante em sua composição); Suco Ades light (30 calorias por cada 200ml e isento de açúcar); Gelatina light morango (10 calorias por 2,67g e isento de açúcar).
E os adoçantes são todos iguais?
Como se sabe, os adoçantes são constituídos a partir do edulcorante, componente que substitui o açúcar, conferindo sabor doce aos alimentos. Mas é preciso lembrar que não são todos iguais e também não devem ser consumidos em excesso. A utilização deve variar de acordo com o tipo de dieta que
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