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Anemia Ferropriva

Trabalho por Alexsandro Wosniaki, estudante de Nutrição @ , Em 30/11/2003

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Anemia Ferropriva


1. Anemia ferropriva

1.1. Introdução

A anemia ferropriva pode ser definida como uma condição que resulta da incapacidade do tecido eritropoiético em manter uma concentração normal de hemoglobina por conta do suprimento inadequado de ferro. Cujas principais causas são: deficiência na ingestão de ferro, redução da hematopoiese e destruição de hemácias causadas por algumas doenças, como verminoses, hemorragias e defeitos hereditários das hemácias, entre outros.

Os sintomas mais freqüentes para o portador de anemia são: fadiga, cansaço, falta de ar, tonturas e dores de cabeça. Os sinais físicos incluem palidez de pele e conjuntivas, taquicardia, evidências de dilatação cardíaca.

Os indivíduos mais propensos a desenvolverem anemia ferropriva são: crianças no primeiro ano de vida, que ainda não possuem uma dieta alimentar completa; adolescentes; mulheres no período menstrual, porque a perda diária de ferro neste período aumenta; gestantes, pois necessitam suprir as necessidades de ferro do feto; lactantes, pois transmitem ferro através do leite materno; e idosos, pois seus hábitos alimentares podem ser deficientes de ferro.

Dentre os fatores de risco para deficiência de ferro na adolescência, podem ser citados o incremento das necessidades nutricionais (em conseqüência da maior velocidade de crescimento e da menstruação) e os hábitos alimentares inadequados, como omissão de refeições, consumo freqüente de alimentos que contém baixo teor de ferro e elevado teor de carboidratos e gordura, dietas da moda, etc.

Para se entender como o ferro é importante para o funcionamento do organismo, deve-se compreender que ele é essencial na formação da hemoglobina, proteína vital no transporte de oxigênio aos tecidos, e como é seu metabolismo.

1.2. Formação de hemoglobina

A síntese da hemoglobina começa pelos proeritroblastos(precursores das hemácias) e continua até alguns dias depois das células saírem da medula óssea e passarem à corrente sangüínea.

A hemoglobina é composta por quatro cadeias hemoglobínicas (duas a e duas b ), cada cadeia hemoglobínica é formada por um grupo heme e uma cadeia polipeptídica longa, chamada globina.

O grupo heme é sintetizado a partir de diversas uniões de moléculas, seguindo esta seqüência: primeiramente duas moléculas de succinil-Coa se junta com duas moléculas de glicina, formando um composto pirrólico. Quatro destes compostos juntam-se formando uma molécula chamada de protoporfirina IX. O ferro combina-se com esta molécula formando, assim, o heme.

Como cada cadeia hemoglobínica tem um grupo heme prostético, há quatro átomos distintos de ferro, em cada molécula de hemoglobina; cada um deles pode ligar-se frouxa e reversivelmente a uma molécula de oxigênio, perfazendo o total de quatro moléculas de oxigênio (ou oito átomos) que podem ser transportadas para cada molécula de hemoglobina. A função primordial da hemoglobina no corpo depende de sua capacidade de se combinar ao oxigênio e depois, liberá-lo prontamente nos capilares teciduais, onde a tensão gasosa do oxigênio é mais baixa que nos pulmões.

1.3. Metabolismo do ferro

Por ser o ferro importante para formação da hemoglobina, mioglobina e outras substâncias como os citocromos, a citocomo oxidase, a peroxidase e a catalase, é essencial se conhecer os meios pelos quais o ferro é utilizado no corpo.

A quantidade total de ferro no corpo é em média de cerca de 4g, dos quais cerca de 65% estão presentes em forma de hemoglobina. Cerca de 4% estão presentes sob forma de mioglobina, 1% sob forma dos diversos compostos hêmicos que promovem a oxidação celular, 0,1% combinado à proteína transferrina no plasma sangüíneo, e 15 a 30% armazenados, principalmente no fígado, sob forma de ferritina.

1.4. Transporte e armazenamento do ferro

Ao ser absorvido pelo intestino