Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Abordagem Nutricional em Diabetes Mellitus

Trabalho por Edna Maria Vieira, estudante de Nutrição @ , Em 29/11/2003

5

Tamanho da fonte: a- A+

ABORDAGEM NUTRICIONAL EM DIABETES MELLITUS


1 - Introdução

A ocorrência de Diabetes mellitus em um grupo populacional está ligada, principalmente, a fatores socioeconômicos e culturais, tais como: urbanização, hábitos alimentares, estilo de vida sedentário, stress e, também, à conhecida predisposição familiar.

A prevalência do Diabetes mellitus e da Intolerância à Glicose na população urbana brasileira é de 15,4%. Assim, estima-se a existência de oito milhões de brasileiros que necessitam de orientações específicas para o planejamento e mudanças de hábitos alimentares e no estilo de vida.

Ao mesmo tempo em que, no Terceiro Mundo, a desnutrição energéticoprotéica é responsável pela alta taxa de mortalidade no primeiro ano de vida e pelo comprometimento intelectual de crianças e adultos, nos grandes centros urbanos, em todo o mundo, crescem os índices de morbimortalidade por doenças ligadas à obesidade e dislipidemias.

A obesidade, por exemplo, é um dos principais fatores de risco para o Diabetes mellitus/DM Tipo 2 e Doenças Cardiovasculares. A taxa de incidência de DM Tipo 2 está relacionada à duração e ao grau de obesidade. Ela praticamente dobra quando um aumento de peso moderado está presente e pode mais que triplicar na presença de excesso acentuado de peso.

Nas doenças crônicas, ao contrário das doenças agudas, é fundamental que as indicações da equipe de saúde sejam associadas à participação do indivíduo, como agente ativo que cuida da sua própria saúde.

A educação em Diabetes, para portadores desta disfunção, familiares e população em geral, constitui um dos pilares básicos para a eficiência da prevenção e do tratamento. Este trabalho foi elaborado visando contribuir para a consecução destes objetivos. Por meio da divulgação de conhecimentos da área de Nutrição, ele traz subsídios para o trabalho da equipe multiprofissional. Com isto, busca-se alcançar uma maior integração nos procedimentos, ações e cuidados relacionados à prevenção e ao controle do Diabetes mellitus. Ele também será útil para aqueles que desejam adotar um estilo de vida alimentar saudável.


Objetivos:

Objetivo Geral:

Levantar dados na bibliografia existente sobre a patologia Diabetes Mellitus.

Objetivo Especifico:

Informar a Comunidade sobre a doença Diabetes Mellitus, suas complicações e tratamento.

Elaborar um folder informativo referente aos sintomas, conseqüências e tratamento da Diabetes Mellitus para a população em geral.


Capítulo 2

2.1 - Alimentação da Criança e do Adolescente Diabéticos

Os jovens diabéticos apresentam crescimento e desenvolvimento normais graças ao atual tratamento que provê insulina e alimentação suficientes e adequadas, proporcionando bom controle do Diabetes mellitus.

Caso se administre insulina insuficiente e alimentação inadequada, ocorrerão alterações no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras, que se refletirão em déficits nutricionais e no crescimento e desenvolvimento.

Os parâmetros de adequação para curvas de crescimento são os mesmos usados para crianças e adolescentes não diabéticos. A exemplo do que se preconiza para a população em geral, o crescimento e desenvolvimento são avaliados através de medidas antropométricas de peso/estatura em relação a idade e sexo. O fenômeno do crescimento envolve mais que um simples aumento do tamanho do corpo. Envolve mudanças funcionais e de composição corporal, as quais são refletidas nas necessidades nutricionais. Essas mudanças ocorrem mais acentuadamente no primeiro ano de vida, quando a criança triplica seu peso e duplica a estatura; e na adolescência, durante o estirão puberal. Comparativamente, em relação ao peso corporal, a criança necessita de maior quantidade de todos os nutrientes do que o adulto. Pois, além do processo de crescimento e desenvolvimento, a criança tem maior velocidade metabólica e mais rápida reciclagem de nutrientes.

A