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Dietas Hospitalares

Trabalho por Alessandra Migliorança, estudante de Nutrição @ , Em 09/09/2003

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DIETAS HOSPITALARES


Existe uma grande variedade de dietas hospitalares, visto que cada uma depende do quadro clínico e do próprio paciente que irá recebê-la.

A seguir, serão mostradas as dietas comumente encontradas em um hospital.


DIETA GERAL

Indivíduos que não necessitam de modificações em nutrientes e na consistência. Portanto, a dieta geral é a que inclui a maior gama de alimentos, ou seja, todos que são indicados em uma alimentação saudável de acordo com as Leis de Nutrição e recomendações da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição.

Características

Consistência: normal

Fracionamento: 5 a 6 refeições

Normoglicídica, normolipídica e normoprotéica.


DIETA BRANDA

Indivíduos com problemas mecânicos de ingestão e digestão, que impeçam a utilização da dieta geral, havendo assim necessidade de abrandar os alimentos para melhorar a aceitação. Pode ser adotada em alguns pós-operatórios para facilitar o trabalho digestivo. Esta dieta é usada como transição para a dieta geral.

Características

Consistência: tecido conectivo e celulose abrandada por cocção ou ação mecânica.

Fracionamento: 5 a 6 refeições

Normoglicídica, normolipídica e normoprotéica.

Alimentos que devem ser excluídos:

  • especiarias e condimentos fortes como pimenta, pimenta do reino e outros;
  • frituras;
  • doces concentrados (marmeladas, goiabadas, doce de leite, etc.);
  • bebidas gaseificadas;
  • hortaliças cruas;
  • frutas cruas, exceto mamão;
  • leguminosas: pode-se incluir apenas o caldo ou caldo batido e coado;
  • embutidos e conservas.


DIETA PASTOSA

Indivíduos com dificuldades de mastigação e deglutição, em alguns pós-operatórios e casos neurológicos.

Características

Consistência: os alimentos devem estar em forma de purê, mingau, as carnes devem ser batidas ou trituradas.

Fracionamento: 5 a 6 refeições.

Normoglicídica, normolipídica e normoprotéica.


DIETA SEMILÍQUIDA

Indivíduos com problemas mecânicos na ingestão e digestão, com dificuldades de deglutição e mastigação; em determinados preparos de exames e cirurgias , pós operatórios. É usada também como transição para a dieta branda e geral. É equivalente a dieta chamada de leve.

Características

Consistência: semilíquida (sopas, purês, carne moída ou desfiada – tecido conectivo abrandado pela cocção).

Fracionamento: 5 a 6 refeições.

Normoglicídica, normoprotéica, normolipídica.


DIETA LÍQUIDA

Indivíduos com problemas de mastigação e deglutição, em casos de afecções do trato digestivos, em determinados preparos de exames, em alguns pré e pós-operatórios. Se for utilizada em períodos, pode ocorrer carência de nutrientes, tornando-se necessário um acompanhamento contínuo e uma complementação nutricional para evitar desnutrição.

Características

Alimentos de consistência líquida ou que se liquefazem na boca, e de fácil absorção.

Fracionamento: 5 a 6 refeições.


DIETA LAXATIVA (rica em fibras)

Obstipação Intestinal

O consumo de alimentos de origem vegetal para o tratamento da obstipação intestinal já era usado por Hipócrates, mas a fibra, nutriente responsável por esse efeito laxativo, só ganhou expressão nos estudos relacionados a nutrição humana no final do século XX.

As fibras estimulam o peristaltismo intestinal, bem como auxiliam na formação de fezes macias, contribuindo para a normalização do trânsito intestinal.

O farelo de trigo e o farelo de aveia, bem como cereais e grãos integrais, podem ser indicados como alternativas para aumentar a ingestão de fibras. A ameixa (preta) e o suco de ameixa são potentes estimuladores da motilidade intestinal (contém ácido diidroxifenil isotina). Além disso, pode-se lançar mão de suplementos de fibras que são módulos industrializados especializados para aumentar o teor de fibras da alimentação. Podem ser adicionados em sucos, leite, sopas e outras preparações. Em consistências mais restritas,