A gravidez, por si só, impõe à gestante uma sobrecarga cardiovascular, pelo aumento da volemia, que atinge até 45% a mais, aumentando o débito cardíaco em até 30%. É freqüente constatar-se na grávida, sopros sistólicos funcionais.
A GESTANTE CARDIOPATA
As alterações hemodinâmicas, impostas pelo estado gestacional, podem acarretar alterações importantes dependendo do tipo e grau de cardiopatia que se encontra.
As cardiopatias que cursam com aumento de volume, tais como lesões valvares regurgitantes (insuficiência aórtica, insuficiência mitral, insuficiência tricúspide, e mais raramente insuficiência pulmonar), comunicação inter-atrial, comunicação interventricular, PCA e fístula artério-venosa pulmonar, são em geral bem toleradas durante a gestação em razão da vasodilatação periférica própria do ciclo gravídico.
As lesões obstrutivas (estenose mitral, estenose aórtica, estenose pulmonar, hipertensão arterial pulmonar e a hipertensão arterial sistêmica são mal toleradas durante a gestação.
Da mesma forma cardiopatias congênitas cianogênicas e a síndrome de Eisenmenger são muito mal toleradas e determinam na maioria dos casos, óbito fetal e morte súbita materna.
Entre as cardiopatias reumáticas e estenose mitral é a mais encontrada. Quando tem manifestação leve na presença de gestação esta sintomatologia tende a se agravar entre a 12ª. e 20ª semana, podendo ao fim da 32ª. semana determinar edema agudo de pulmão.
Nas situações em que a estenose é discreta, o repouso e o controle seqüencial da paciente podem levar a resultados sem muitas complicações.
A insuficiência mitral e a insuficiência aórtica geralmente são bem toleradas, sendo menos freqüentes as complicações.
Com o crescimento da cirurgia cardíaca, nas duas ultimas décadas tem crescido bastante o número de gestantes préviamente operadas. A gestação é então uma excelente oportunidade para avaliação do resultado cirúrgico.
ATENDIMENTO A GESTANTE CARDIOPATA
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