Diabetes mellitus é moléstia sistêmica, crônica e evolutiva caracterizada pelo dismetabolismo de carboidratos, decorrente de uma carência absoluta ou relativa de insulina.
CLASSIFICAÇÃO: (National Diabetes Data Group - 1979)
1. Diabete Mellitus
2. Diabetes com tolerância diminuida à glicose
3. Diabetes gestacional
4. Anormalidade prévia de tolerância à glicose
5. Anormalidade potencial de tolerância à glicose
Insulino dependente (tipo I)
Constitui grupo que foi impropriamente denominado de diabete juvenil, já que não incide exclusivamente nesta faixa etária. São pacientes que apresentam dependência vital para com a insulina, com facilidade, exteriorizam quadro de cetoacidose. Relaciona-se com aspectos genéticos envolvendo antígenos do sistema HLA no cromossoma 6, imunológicos e mesológicos (infecção a vírus em particular).
Insulino não dependente (tipo II)
É o diabete que aparece na idade adulta, ligado fundamentalmente a herança, relacionando-se com gene autossômico e recessivo.São pacientes não predispostos a cetoacidose e a insulina pode ser usada na correção da hiperglicemia de jejum e na falta de resposta no tratamento dietético ou de hipoglicemiantes orais. Outrossim este grupo pode ser dividido em pacientes não obesas e obesas, sendo que 80% das pacientes são obesas.
Diabetes mellitus secundário
Decorrente de certas afecções clínicas, síndromes ou mesmo induzido por grande número de drogas.
Diabete com Tolerância diminuída à Glicose
Constitui classe de indivíduos cujos valores da glicemia se situam entre a normalidade e os atribuídos ao Diabetes mellitus. Apresentam alterações discretas nos Testes de Tolerância a Glicose. Foram utilizados para este grupo termos como diabete latente, bordeline, químico, sub-clínico e assintomático.
Diabete Gestacional
Representa classe em que a tolerância a glicose se desenvolve ou é reconhecida no evolver de uma gravidez.
Anormalidade Prévia de Tolerância à Glicose
É grupo restrito aquelas pessoas que apresentam teste normal de tolerância à glicose, nas quais previamente se detectou hiperglicemia de jejum ou tolerância anormal a glicose, que expontâneamente ou em resposta a um estímulo identificável. Assim temos grávidas nas quais foi feito o diagnóstico de diabetes e retornaram ao normal após o parto. Há também pacientes que após trauma desenvolvem stress metabólico com hiperglicemia transitória.
Anormalidade potencial de Tolerância à Glicose
Compreende grupo até a bem pouco tempo identificado como pré-diabetes e recentemente como diabete potencial. É o grupo que revela alguns fatores de risco, como diabetes na família, obesidade, recém natos macrossômicos, etc.
CLASSIFICAÇÃO UTILIZADA NA GRAVIDEZ
1. Diabetes diagnosticada na gravidez (diabetes gestacional)
2. Diabetes prévio á gestação
Numerosos trabalhos tem demonstrado que o precoce e adequado controle do diabetes, mesmo antes da concepção, aliado a conduta obstétrica atualizada permitiu efetivamente atingir melhor prognóstico fetal.
CONDUTA
Tratamento da gestante diabética deve ser feito simultâneamente pelo obstetra, e endocrinologista. As consultas devem ser mensais no primeiro trimestre, quinzenais no segundo trimestre e semanais no último trimestre.
Consulta pré concepcional
A paciente diabética deve ser orientada no que concerne aos riscos de uma gestação, dependendo da sua situação quanto à doença.
Conduta Medica na Gestação
É importante classificar o estado diabético e suas repercussões sobre o organismo materno. Alguns exames são fundamentais: fundo de olho, ECG, uréia, creatinina e proteinúria, além de exame de urina parcial e cultura, uma vez que a infecção urinária na grávida é fator importante a considerar como fator de descompensação da diabética.
A preocupação máxima está na obtenção de níveis de glicemia próximos da normalidade, seja através de uma dieta apropriada ou
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