Angiopatia dérmica em pacientes hemodialisados:
O efeito do tempo
Estudamos biópsias de pele de 14 pacientes após 6 meses a 18 anos de hemodiálise (HD) para discernir qualquer efeito da duração do tratamento na pele e capilares dérmicos. Pacientes selecionados para biópsia estavam sem evidência de doenças conhecidas que afetam a vascularização como diabetes mellitus. Mudanças patológicas comparadas com a duração da HD foram: engrossamento das paredes dos capilares, proliferação endotelial e formação de novos capilares, contenção de gordura e atrofia epidérmica. A gravidade das mudanças morfológicas foram graduadas de 0 a 4+ por um patologista que não tinha o conhecimento da duração da HD. A primeira mudança observada foi a reduplicação da membrana basal do capilar. Estreitamento da luz capilar devido à proliferação das células endoteliais e nova formação capilar foram notadas em capilares após 5 anos de HD; gotículas de lipídeos foram notadas nos capilares em 5 anos; e atrofia epidérmica em 10 anos. A gravidade progressiva de cada achado foi associada com a duração da HD. Depósitos de amilóide e Ca++ não foram observados em qualquer amostra. Por observação clínica, equimose leve e aumento da fragilidade da pele foram as piores conseqüências em pacientes em HD. Oclusão capilar induzindo isquemia do tecido poderia ser uma causa das mudanças atróficas da pele. Entretanto, nenhum paciente manifestou necrose dérmica. Enquanto a patogênese das mudanças capilares em pele urêmica é desconhecida, as mudanças têm sido apresentadas para estabilizar os seguidos bem sucedidos transplantes de rim.
A pele de pacientes em HD, principalmente os de tratamento de longa duração, é facilmente rompida até mesmo em traumas suaves. A patogênese para esse aumento de fragilidade da pele e capilares é desconhecido. Danos a capilares têm sido encontrados tanto em pele como em músculos de pacientes urêmicos e submetidos a diálises. Nesses casos, evidência sugere que microangiopatia piora com o tempo de diálise mas nenhuma correlação com patologia dérmica específica ou sintomas foi estabelecida. Sucedendo o transplante renal, mudanças capilares aumentam ou estabilizam. Para explorar a origem de anormalidades da pele na uremia, pegamos biópsias de pele de 14 pacientes que estiveram em HD desde 6 meses à 18 anos. Nós taxamos a associação da duração da HD na epiderme e seus capilares.
Métodos
Pacientes selecionados para biópsia de pele estavam livres de doenças conhecidas que afetam a pele ou capilares. Onze eram homens e três mulheres, sete negros e sete brancos, todos com idades entre 30 e 55 anos.
Nenhum paciente possuía história de diabetes e a pressão sangüínea foi satisfatoriamente controlada em todo tempo da biópsia. No momento em que o estudo foi realizado, todos pacientes tinham uma prescrição de tratamento resultando em uma média de nível de redução de uréia (URR) em torno de 55 a 60%.
A biópsia foi feita com uma punção em uma região de pele lisa e sem pêlos do antebraço sem um acesso de HD ativo. Amostras foram fixadas em glutaraldeído 3% com fosfato coagulante e então colocadas em tetróxido de ósmio. O tecido foi desidratado em álcool e embebido em epon. Cada biópsia foi dividida em média em 10 pedaços para estudo. Secções de 1 mícron de espessura foram coradas com azul de toluidina para estudos de microscopia ótica (LM). Para microscopia eletrônica (EM), essas secções foram feitas com 600 angstrom por um LKB Ultratome III. Essas secções foram coradas com acetato de uranil e citrato de chumbo.
Mudanças nos capilares da pele foram graduadas de acordo com:
espessura e proliferação endotelial da membrana basal (BM) reduplicada, número de capilares por campos mal supridos, e conteúdo lipídico. O patologista avaliador (KF) não tinha conhecimento do estado clínico do paciente nem de seu tempo em HD. Escalas graduadas para a espessura da parede dos capilares (proporção), neoproliferação (#/lpf), conteúdo lipídico, e atrofia epidérmica
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