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Aborto

Trabalho por Juliana Pimenta Ruas El Aoaur, estudante de Medicina @ , Em 07/11/2005

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ABORTO


Hemorragia no primeiro trimestre da gestação é alarmante para a mulher e preocupante para o profissional de saúde e para o enfermeiro. Os distúrbios de sangramentos comuns no inicio da gestação envolvem o aborto espontâneo, descolamento corio-aminiótico, gestação ectópica e mola hidatiforme.


Aborto espontâneo

É definido como o término da gestação antes de o feto ser capaz de sobreviver fora do útero ou seja é a perda involuntária nas primeiras semanas.

Tipos

Abortamento evitável

Sangramento uterino, colo impérvio, sem perda de tecido ovulares.

Abortamento incompleto

Há grande quantidade de sangramento, cólicas uterinas intensas, eliminação de tecidos com sangramento e dilatação cervical.

Abortamento evitável

Sangramento moderado, cólicas leves a intensa, colo dilatado, sem perda de tecidos ovulares.

Aborto retido

Feto morto, sem eliminação de tecidos ovulares, colo impérvio, BCF ausente, ausência de crescimento uterino.

Aborto infectado

Sangramento moderado a intenso geralmente com mal cheiro, cólicas leves a intensas, dilatatação cervical.

Abortamento completo

Sangramento leve, cólicas leves, eliminação de tecido, não há dilatação cervical e todo tecido fetal é eliminado.

Sinais e sintomas

Dependem da duração da gestação:

  • Antes da sexta semana: relata fluxo menstrual aumentado.
  • Entre 6° a e a 12° semanas: desconforto moderado e perda de sangue.
  • Após 12 semanas: Dor mais intensa, semelhante ao trabalho de parto.


Tratamento

Para ameaça:

  • Solicitar repouso;
  • Proibição absoluta do coito, enquanto perdurar a ameaça;
  • Procurar tranqüilizar a paciente, consumada a interrupção mostrar não haver pelo geral, tendência a repetição;

Uso de Hormônios:

É recomendável administrar progestogênios procurando utilizar aqueles que contenha progesterona natural 25mg, 2 vezes por dia, supositórios vaginais enquanto os resultados ultrasonográficos mostrar sinais de vida fetal. Pode ser mantido até o início do segundo trimestre.

Depois do aborto:

Depende da Idade gestacional

Para aborto inevitável ou imcompleto

  • Até 16 semanas a aspiração a vácuo ou a curetagem são procedimentos de escolha;
  • De 17 semanas em diante, está o ovo muito desenvolvido e volumosa a cavidade uterina; finas e moles suas paredes, o esvasiamento extrumental torna-se perigoso. Administra-se ocitocina em grandes doses para acelerar a expulsão do ovo: IV da solução de 10 ml em 500 ml de soro glicosado. Eliminado o ovo, espontaneamente, e se a expulsão não foi completa é extraído por curetagem ou retirado com pinça adequada. Somente no útero retraído apos eliminação de maior parte do ovo, admite-se o uso da aspiração a vácuo e da cureta.

Quando há hemorragia profusa espera-se pela expulsão ou se essa não se dá decorrido de 8-12 horas, deve o útero ser esvaziado cirurgicamente.

O Completo geralmente não exige tratamento exceto se a mulher apresentar hemorragia ou ficar infectada, caso isso ocorra inicia-se a terapia e o tratamento para o choque séptico.


Diagnóstico

Durante a gestação, é feito por:

  • Anamnese (antecedentes ginecológicos e obstétricos)
  • Exame ginecológico
  • Ultra-sonografia obstétrica: rastreamento de malformação uterina e da incompetência istmocervical (medida do canal cervical e do orifício interno do colo)
  • Avaliação endócrina: TSH, T3, T4, glicemia de jejum e teste oral de tolerância à glicose (TOTG)
  • Pesquisa de infecções (rubéola, toxoplasmose, clamídia, micoplasma e citomegalovirus)
  • Avaliação imunológica (anticorpos antifosfolípides, anticardiolipina e anticoagulante lúpico, anticorpos antinucleares)

No período intergestacional o diagnóstico é complementado pela histerosalpingografia e prova de velas de Hegar.

Cuidado de enfermagem

  • Reforçar a explicação dada pelo médico;
  • Realizar