Ótica da Visão
Introdução
O sentido da visão - As criaturas humanas possuem um órgão especialmente destinado a receber e analisar as informações recebidas do meio exterior mediante uma estreita faixa de radiações eletromagnéticas denominadas - Luz.
Tentarei mostrar claramente, através da realização deste trabalho, o processo da visão, e também, procurarei tirar o maior proveito para o meu aprendizado, buscando e tentando colher mais informações úteis que sejam satisfatórias para que, por meio da pesquisa, eu possa engrandecer o meu conhecimento.
Ótica da Visão
Como se pode ver, o globo ocular é um sistema ótico segundo o qual a luz que entra pela pupila vai ser focalizada na parte posterior - a retina, aí formando uma imagem real invertida dos objetos de onde a luz partiu. As terminações nervosas - cones e bastonetes - existentes na retina se encarregam de transformar em influxos nervosos que vão ser transmitidos ao cérebro as imagens formadas na retina.
O mecanismo profundo da visão ainda é objeto de discussão, havendo mesmo uma ciência chamada "Ótica Fisiológica" que se ocupa de suas leis, processos e peculiaridades.
Interessante é notar a diferença fundamental entre a vista e o ouvido. Enquanto que, a freqüência de um som é percebida, fisiologicamente, como uma característica denominada "entoação" , a freqüência de uma onda eletromagnética dá origem à sensação de "cor". Ao passo, entretanto, que o ouvido receber simultaneamente diversas vibrações de freqüências diferentes consegue analisar e distinguir as vibrações componentes, a vista associa as radiações recebidas interpretando como uma, e nova cor ou matiz, o resultado de diversas radiações de diferentes freqüências.
Quanto às "cores puras", ou "espectrais", isto é, as que correspondem a radiações harmônicas de uma só freqüência ou "monocromáticas", a sensibilidade do olho se comporta de acordo com a curva mostrada na figura.
Pode-se observar que a faixa de comprimentos de onda correspondentes a radiações visíveis vai de aproximadamente 400 nm a 700 nm.
Observe-se que 1 nm = 1 nanometro = 10-9 m
Antigamente usava-se para o nanometro a designação de "milimicron", pois a milésima parte do milímetro:
1mm = 10-3 nm = 10-6 m
era chamada de "micron". Hoje recomenda-se que o micron seja chamado de micrometro e sejam abolidos duplos prefixos, e assim a fração passa-se a chamar de nanometro.
Outra unidade muito comumente adotada em ótica é o angstron:
1 Å = 10-10 m = 10-8 cm = 0,1 nm
A radiação mais eficaz ao impressionar a retina corresponde a uma cor verde-amarelado, com comprimento de onda 555 nm. Para comprimentos de onda maiores ou menores a sensibilidade da vista vai decrescendo até desaparecer no violeta (400 nm) e no vermelho escuro (700 nm). Isto fez com que se chamasse a região de comprimentos de onda menores (e portanto com maiores freqüências) que o violeta de "ultravioleta" (1 a 400 nm) e a região de maiores comprimentos de onda (e portanto menores freqüências) que o vermelho de "infravermelho".
Quanto à percepção das cores decorrentes da associação de cores espectrais dá-se uma coisa muito interessante. Dado um certo matiz M, e três cores arbitrárias A, B, C, tais que nenhuma dessas três possa ser obtida por combinação das duas outras, ou M pode ser obtido como combinação de A, B, C, em proporções adequadas, ou associando M a uma delas obtém-se o mesmo resultado que misturando, em proporções adequadas, as duas outras. Costuma-se interpretar isto escrevendo:
M = xA + yB + zC
como indicando qualquer matiz M, admitindo para os coeficientes valores positivos ou negativos. Assim pode-se exprimir qualquer cor numericamente; foi mesmo convencionado escolher três cores sintéticas, arbitrárias, como padrões; os coeficientes x, y, z, que descrevem qualquer cor em termos desses padrões
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