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Homeopatia

Trabalho por Paulo Vitor Louback da Cunha, estudante de Medicina @ , Em 25/05/2004

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Homeopatia


INTRODUÇÃO

Grande incompreensão existe a respeito da especialidade médica chamada Homeopatia, sendo confundida, pela maioria das pessoas, com a Fitoterapia, que é a utilização de plantas medicinais no tratamento de doenças, a qual se assemelha mais ao tratamento convencional do que ao modelo homeopático. O campo da Homeopatia é o campo do puro dinamismo vital. Esta é a única e verdadeira esfera da Homeopatia: a dinâmica vital.

A Homeopatia pode ser definida como a ciência do dinamismo vital. O seu campo é o campo do desequilíbrio vital e as alterações sensoriais e funcionais no paciente individual, independente do nome da doença ou sua causa. As leis que a regem são as leis que regem a vitalidade. Primariamente a Homeopatia não tem nada a ver com qualquer causa física tangível, com qualquer entidade clínica, embora secundariamente esteja relacionada com todas elas. A correção de uma fratura exposta, a detenção de uma hemorragia por uma ferida arterial e a eliminação de um grande tumor comprimindo órgãos vitais não são do domínio da Homeopatia e sim da Cirurgia.


UM POUCO DA HISTÓRIA

O médico alemão Samuel Hahnemann (anexo) começou a lançar as bases da homeopatia em 1790, quando traduzia a Matéria médica de William Cullen, professor da Universidade de Edinburgo, Escócia. Hahnemann não ficou convencido pela explicação de Cullen, que atribuía os efeitos da quina (de onde, posteriormente, se extraiu o antimalárico quinina) a uma ação ao nível do estômago. Experimentando ele próprio a quina, Hahnemann teria ficado surpreso ao observar que os efeitos da droga eram semelhantes àqueles que apareciam na própria doença que ela curava. Iniciou, então, experimentação com muitos produtos vegetais, animais e minerais em homem são, e a partir dos efeitos obtidos indicava as substâncias para as doenças que apresentassem aqueles efeitos. Seis anos mais tarde, em 1796, publicou o seu famoso princípio Similia similibus curantur, ou seja, o semelhante se cura pelo semelhante.

Prosseguindo seus estudos, em 1800 lançou a doutrina da dinamização, segundo a qual os medicamentos homeopáticos são mais ativos à medida que vão sendo diluídos. Em 1810, publicou a sua obra fundamental, o Organon. Foi tão grande o sucesso de Hahnemann em Leipzig que, em 1823, viu-se obrigado a deixar a cidade por causa da hostilidade dos boticários e médicos locais, que se sentiam prejudicados por sua terapêutica.

Ainda hoje, a homeopatia se baseia nos princípios estabelecidos por Hahnemann. Assim, a edição de 1977 da Farmacopéia homeopática brasileira cita os quatro princípios que fundamentam a homeopatia: 1º - experiência no homem são; 2º - o semelhante tratado pelo semelhante; 3º - doses mínimas; 4º - remédio único, embora esse quarto princípio não seja aceito por todos os homeopatas.


HOMEOPATIA NO BRASIL

Até a chegada de Benoit Jules, dito Bento Mure, integrado na colônia de Sai, de Santa Catarina, existem apenas referências isoladas à homeopatia no Brasil. Mure e João Vicente Martins médico que adota novas concepções, são os ardentes propagadores no Brasil da doutrina Hahnemanniana. Em 1842, surge o Instituto Homeopático do Sai. No mesmo ano, Mure e Vicente Martins abrem a primeira farmácia homeopática do Rio de Janeiro.

Em 1844, Mure funda o Instituto Homeopático do Brasil, que viria mais tarde a ser dirigido por João Vicente Martins e Thomas Cochrane. Em 1845 é criada a Escola Homeopática do Brasil, sob a direção de Vicente Martins, a qual em 1847 é substituída pela Academia Médico-Homeopático do Brasil.

Desde a obra de divulgação de Mure, a homeopatia caracterizou-se por uma atitude de divulgação e esclarecimento junto ao público, através de livros e publicações, algumas especialmente destinadas às classes populares. A homeopatia era bem vista e procurada no interior