Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


AIDS

Trabalho por Anônimo, estudante de Medicina @ , Em 22/04/2003

5

Tamanho da fonte: a- A+

A I D S

 A Aids foi no ano passado a doença que mais matou no mundo; fez 2,3 milhões de vítimas. No Brasil, é a Segunda doença que mais vítimas fatais faz entre as mulheres de 20 a 50 anos; período mais ativo de sua vida sexual.

As doenças que mais matam são pela ordem, câncer, Aids, doenças circulatórias, derrames doenças cerebrovasculares e doenças respiratórias.

Nessa faixa de idade, a Aids matou no Brasil 2600 mulheres apenas em 1996. Há uma Segunda razão para se preocupar com o problema; a relação heterossexual estável e monogâmica, tomou-se para as mulheres, a principal porta de entrada para o vírus da Aids.

Segundo uma pesquisa feita pelo núcleo de estudos para a prevenção da Aids da Universidade de São Paulo, 71% das mulheres soropositivas contraíram o vírus do mando ou de um namorado ou noivo com quem se relacionam há mais de um ano. Ficam bem atrás as contaminações em mulheres que trocam de parceiro com mais freqüência e as usuárias de drogas injetáveis. O estudo da USP foi feito com 148 entrevistas de portadoras do HIV e, de acordo com todos os especialistas consultados, retrata uma tendência nacional da epidemia. Entre os homens a conta é outra; de acordo com dados do Ministério da Saúde, 43% dos soropositivos dizem ter contraído o vírus em relações não convencionais. Os que se dizem contaminados em relações heterossexuais são 25% do total.

A Aids que já atingiu mais de 135 000 pessoas no Brasil, há muito deixou de ser um mal relacionado a homossexuais, travestis, prostitutas e viciados em drogas. A doença entrou na casa dos brasileiros e está contaminando mães e esposas; em 1985 existia uma mulher contaminada para cada grupo de 25 homens. Hoje, a relação é de uma mulher para dois homens. Entre as casadas, a doença tomou contornos alarmantes nos últimos anos.

Desde 1995 caiu o número de contaminações anuais por HIV de homossexuais (-16%), usuários de drogas injetáveis(-18%), e receptores de transfusões de sangue(-38%). Entre as mulheres contaminadas por relação sexual, o crescimento foi de 14%. No ano passado, segundo dados preliminares, 14500 pessoas foram infectadas no Brasil, sendo 4300 do sexo feminino; é um total de doze mulheres contaminadas todos os dias, oito delas em relações monogâmicas.

Vitimar mulheres casadas e monogâmicas é enterrar definitivamente o conceito de "grupo de risco" para definir as pessoas mais expostas ao HIV.

Segundo a pesquisa, esse grupo de mulheres analisadas na sua maioria possui emprego, aposentadoria ou ganha dinheiro no mercado informal. Mais de 12% freqüentaram a universidade, um índice acima da média nacional, e possuem idade em torno de 32 anos.

A Aids tem um vírus transmissor, o HIV, mas o que realmente o faz contaminar é o vírus da desinformação. Não é por outra razão que o último relatório da Organização Mundial de Saúde mostra que nove entre dez casos da doença registrados no mundo ocorrem em países pobres ou em desenvolvimento.
   Há mais casos no interior que nas capitais e o crescimento é mais acentuado entre pessoas pobres e de baixa escolaridade.
   A incidência de Aids entre mulheres está aumentando por uma trágica combinação de fatores biológicos, econômicos e sociais. Os principais motivos, de acordo com médicos, psicólogos e grupos de apoio a infectados, são os seguintes:

   - A mulher tem dez vezes mais chance de contrair o vírus de um homem infectado do que um homem de ficar doente relacionando-se com uma mulher soropositiva.

   - Para um homem se contaminar em uma relação com uma mulher portadora do vírus é necessário que seu pênis esteja ferido. É muito mais fácil notar o ferimento no pêni do que uma lesão interna na mulher.