Triagem Auditiva em Neonatos
1 - Introdução
A deficiência auditiva afeta inúmeras crianças, desta forma é fundamental o diagnóstico precoce e a prevenção durante o período gestacional.
Uma forma de detectar a deficiência auditiva é a triagem que pode ser realizada o mais rápido possível após o nascimento.
A triagem auditiva com neonatos irá levantar suspeitas de paciente com perdas auditivas, já que na maioria das vezes os pais não notam a alteração, ocorrendo isso apenas por volta de 2 3 anos de idade.
Este trabalha trará os procedimentos básicos a serem tomados durante uma triagem auditiva.
2 - Revisão de literatura
O encaminhamento de crianças para Avaliação Audiológica tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Esse aumento se deve aos seguintes fatores:
Tais fatores contribuem para o encaminhamento e detecção de perdas auditivas de maneira precoce, possibilitando, assim, habilitação ou reabilitação auditiva.
Para um diagnóstico preciso é necessário simplicidade e flexibilidade na utilização dos métodos a serem empregados na avaliação audiológica, assim como adequar tais procedimentos às respostas que a criança tem possibilidade de oferecer.
As respostas obtidas durante a avaliação dependem dos seguintes itens (KATZ, 1989):
A anamnese é o primeiro passo da avaliação. As informações sobre a queixa atual, história pregres-sa da queixa, história gestacional e perinatal, antecedentes familiares para deficiência auditiva, fatores de risco para deficiência auditiva, desenvolvimento de fala, audição, linguagem e desenvolvimento motor, assim como de comportamento da criança (KATZ, 1989), contribuem para a escolha do método a ser empregado na avaliação e sugerem o grau da perda auditiva e o tipo de comprometimento auditivo (condutivo/ neurossensorial). No momento da anamnese, é importante verificar o comportamento da criança frente aos diferentes estímulos, ambientais e de fala. A presença da mãe se torna externamente importante nesse momento, uma vez que, geralmente, é ela quem cuida de seu filho e portanto é essen-cial para nos transmitir fidedignamente o comportamento da criança em diversas situações.
A triagem auditiva de crianças de O a 24 meses de idade, são utilizados estímulos sonoros instru-mentais, verbais e tom puro modulado em freqüência (Caso seja fácil o acesso a audiometro pediátrico).
A Observação Comportamental é um dos procedimentos utilizados para avaliar crianças dessa faixa etária, através da qual se observam as mudanças de comportamento decorrentes da apresentação de um estímulo sonoro instrumental.
Alguns autores relataram em seus estudos que be-bês e crianças pequenas apresentam comportamentos reflexos e de atenção cm resposta a estímulos sonoros instrumentais intensos. AZEVEDO (1991b) classificou tais respostas em:
Respostas reflexas e/ou Automatismos Inatos
REFLEXO CÓCLEO-PALPEBRAL (RCP)
Contração do músculo orbicular do olho, que pode ser observada por meio de movimentação palpe-bral.
BEACÃO DE SOBRESSALTO (STARTLE)
Reação corporal global, que pode aparecer como reação de Moro (completa ou incompleta) ou como estremecimento corporal com movimentação súbita de membros.
Teste de localização sonora em crianças de 0 a 2 anos
ATENÇÃO AO SOM
Respostas indicativas de atenção ao som, tais como parada de atividade ou de sucção, abertura da rima palpebral, movimentos faciais como franzir a testa ou elevar as sobrancelhas.
LOCALIZAÇÃO LATERAL
A criança volta a cabeça ou o olhar imediatamente em direção à fonte sonora.
LOCALIZAÇÃO DE SONS PARA BAIXO
A criança localiza a fonte sonora situada a 20 cm abaixo do pavilhão auricular no plano lateral.
LOCALIZAÇÃO DE SONS PARA CIMA
Ferramenta