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Colesteatoma

Trabalho por Marla Larocca, estudante de Fonoaudiologia @ , Em 22/04/2003

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COLESTEATOMA


Definição

O Colesteatoma é uma massa cística que pode ocorrer dentro do ouvido médio e de outras áreas pneumatizadas do osso temporal, tanto unilaterais quanto bilaterais. Como regra geral, os colesteatomas desenvolvem-se como uma complicação de infecção crônica ou recorrente do ouvido médio. A formação do colesteatoma geralmente é acompanhada por retração ou perfuração da membrana timpânica. Entretanto, em raras ocasiões, os colesteatomas podem desenvolver-se sem nenhuma anormalidade aparente do ouvido médio como fator predisponente. Um possível risco do colesteatoma envolve a erosão de estruturas otológicas da cadeia ossicular, aparecimento de fístula ou invasão do labirinto ósseo, erosão do canal de Fallópio e etc.

Origem

O colesteatoma pode ser congênito ou adquirido. O congênito é raro, sendo uma anomalia de desenvolvimento devido à persistência de brotos de tecido epitelial no osso temporal. A membrana do tímpano permanece íntegra e, histologicamente, a lesão assemelha-se a um cisto epidermóide. O colesteatoma adquirido é comum e resulta de complicação da otite média crônica. Na maioria dos casos, localiza-se na porção póstero-superior do ouvido médio, mas pode preencher quase toda sua cavidade e estender-se à mastóide.

Patogênese

O colesteatoma apresenta controvérsias em relação à patogenia e existem várias teorias para explicar a presença de epitélio escamoso ceratinizante na orelha média:

Metaplasia do epitélio do ouvido médio resultante de inflamação crônica.

Migração do epitélio escamoso do conduto auditivo externo para o ouvido médio, através da membrana timpânica perfurada.

Invaginação de parte da membrana timpânica para o interior da cavidade do ouvido médio, formando uma bolsa de retração revestida pelo epitélio escamoso da face externa da membrana do tímpano.

Essa invaginação parece resultar de pressão negativa persistente no ouvido médio devido à disfunção grave e prolongada da tuba auditiva que surge em inflamação crônica.

Histologia

O colesteatoma é uma lesão cística revestida por epitélio escamoso ceratinizados, cuja cavidade fica preenchida pelas escamas córneas. No estroma fibroso, abaixo do epitélio, encontram-se infiltrado de manocucleares e cristais de colesterol associados à reação granulomatosa do tipo corpo estranho (granuloma de colesterol). Esses granulomas resultam provavelmente, de focos hemorrágicos que ocorrem no estroma.

Incidência

A incidência do colesteatoma na população de classe média branca é por volta de 6 para cada 100 mil indivíduos. A incidência varia em função da idade, com maior probabilidade de ocorrência no grupo de indivíduos de 10 a 30 anos de idade. O colesteatoma é uma doença predominante do sexo masculino, sendo que 80% dos colesteatomas congênitos e 63% dos colesteatomas adquiridos ocorrem no sexo masculino.

Sinais e Sintomas

Os sintomas são semelhantes aos da otite média crônica supurada, com otorréia espessa e fétida, associada à deficiência auditiva causada por destruição dos ossículos. A purgação está presente por muitos anos e geralmente apresenta odor fétido. Se o canal semicircular estiver envolvido, podem aparecer tonturas ou vertigens.

Evolução Clínica

Na mastóide, colesteatoma destrói progressivamente suas estruturas. As principais complicações são labirintite, fistula labiríntica, paralisia do nervo facial, petrosite e meningite.

Eles destroem o osso e podem provocar complicações intracranianas graves se atingirem a dura mater da fossa posterior ou média do crânio, através do seio lateral ou do canal semicircular lateral. Podem produzir também paralisia facial se o nervo facial for atingido na orelha média ou na mastóidea. Esses freqüentemente destroem as estruturas ossiculares e é comum observar a destruição do processo longo da bigorna e de todas as estruturas situadas superiormente ao estribo, permanecendo intacta somente a platina do estribo; porém muitas vezes ela pode estar destruída. O tecido escamoso pode estender-se para os espaços mais