CISTO EM PREGA VOCAL
Resumo
Cisto em prega vocal é o tema revisado neste estudo, a fim de melhorar o entendimento desta patologia, visto que, existem diversas nomenclaturas para se referir à mesma patologia que é tida como uma lesão benigna e que produz alteração no mecanismo da fonação, resultando em disfonia e fadiga vocal. É através de exames clínicos e estudos histopatológicos que os diversos autores apoiam-se para determinar as diversas nomenclaturas.
A maior incidência desta patologia dá-se no sexo feminino, na idade entre 20 e 50 anos, geralmente, localizando-se no terço médio ou médio anterior da prega vocal, e encontrando-se na camada superficial da lâmina própria.
O tratamento na maioria dos casos é o cirúrgico, acompanhado de terapia vocal e o resultado anatômico é, em geral, satisfatório. Já em relação à voz, esta quase sempre volta à padrões normais.
A fala é um pré-requisito fundamental para o desenvolvimento intelectual e a integração social do homem, e para sua produção, o meio utilizado é a voz. Esta apresenta uma característica individual, sendo uma das extensões mais fortes de nossa personalidade.
Ela nos oferece dados sobre a idade, sexo do indivíduo, além de refletir o estado emocional de cada pessoa, como também, dados relacionados à maturação biológica e aspecto social.
A voz é utilizada pelo ser humano logo ao nascer, como via de comunicação para expressar dor, prazer, desprazer e fome.
Quando falamos sobre voz ou patologia que possa estar interferindo sobre esta, é impossível iniciar algum trabalho sem mesmo se referir, sucintamente, onde e como a voz é produzida.
Cisto em prega vocal é uma patologia benigna que produz uma alteração funcional da voz, caracterizada por disfonia e fadiga vocal. Normalmente, a maior incidência dá-se no sexo feminino na idade entre 20 e 50 anos. Basicamente, são duas as hipóteses para a etiologia do cisto: adquirido ou de mal formação congênita, consideradas por especialistas como Bouchayer e col.-1985. Dentre outras patologias existentes em relação à voz, esta se diferencia pelo fato de necessitar de um minucioso e atencioso procedimento de diagnóstico clínico, evitando dentro do possível, alguma confusão com outra patologia.
Para o diagnóstico, os especialistas utilizam , laringoscopia indireta com magnificação, estroboscopia e levantamento do histórico. Cada um oferece indícios e dados para levar a uma conclusão diagnóstica. Mesmo com todo esse aparato, podem persistir dúvidas que só serão solucionadas no momento do exame histopatológico. Pode-se ainda acrescentar que para a realização da laringoscopia e da estroboscopia, o profissional deverá estar devidamente preparado, pois um olhar menos atento e pouco treinado poderá deixar- se enganar principalmente porque em geral esta patologia costuma apresentar uma reação contra lateral na corda vocal oposta não acometida, simulando nódulos.As diversas nomenclaturas encontradas para se referir a estes cistos, foram determinadas através de suas formas, tamanhos, aspectos e achados histopatológicos. pode-se constatar que existem basicamente três principais tipos de cistos a serem considerados: cisto epidermóide, cisto de retenção e pseudocisto, que foram colocados pelos diversos autores.
Sendo assim, cisto epidermóide, cisto intracordal verdadeiro epidermóide, cisto tipo epidérmico e cisto fechado foram os diferentes nomes encontrados para se referir ao cisto que se apresenta envolto por um epitélio estratificado de multicamadas, de diversas espessuras alargando-se centripetamente, como cristais de colesterol acumulados e queratina este apoia-se na membrana basilar, podendo apresentar uma forma arredondada ou achatada. Este cisto pode ser encontrado na camada superficial da lâmina própria, também, chamada de espaço de Reinke, sendo o único encontrado próximo ao ligamento vocal. Sua localização na prega vocal dá-se no terço médio, e em geral é unilateral. Existem duas hipóteses a serem consideradas para a origem deste cisto: adquirida
Ferramenta