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Dislexia

Trabalho por Nestor Prado, estudante de Fonoaudiologia @ , Em 22/04/2003

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A DISLEXIA


INTRODUÇÃO

Em muitos seminários que dirigi em centros educativos da Colômbia e da Bolívia, surgiam frequentemente incontáveis duvidas sobre a Comunicação e suas alterações. Geralmente, aqueles estudantes que apresentavam alguma dificuldade para falar, ler ou escrever eram rotulados imediatamente como "disléxicos", pelos educadores, sem que fosse realizada uma avaliação sobre seus antecedentes individuais. Inclusive em uma ocasião uma criança de 2 anos foi encaminhada a um desses centros com diagnóstico médico de "dislexia".

Até que ponto há uma clareza conceitual sobre o tema? Talvez o problema não seja o "rótulo", mas a descrição da sintomatologia ou a compreensão de "necesidades educativas especiais". É necesário centrarmo-nos no estudante, compreendermos as suas verdadeiras dificuldades, a adequada estimulação desde o ventre materno, a história dos primeiros anos de vida e os métodos educativos que aproveitem as suas verdadeiras potencialidades. Isto, com base na presença de uma equipe profissional transdisciplinar e a participação ativa da família e da comunidade educativa em geral.

Uma alteração da comunicação não é "uma entidade patológíca" explicável sob a perspectiva de uma única disciplina. Implica a análise integral de todas as esferas do desenvolvimento humano. Por isso o disciplinar, pluri, multi ou interdisciplinar, deve permitir a inserção do transdisciplinar.

O diagnóstico diferencial é a chave do assunto. Há alterações que compartilham alguns sintomas de outra, ou se confundem com esta. As pessoas com Atraso Simples no Desenvolvimento da Linguagem, Dispraxia da Fala, Desordem Pragmático - Semântico, Agnosia Auditiva, Falhas na Discriminação ou no Processamento Auditivo ou a Inadequada Estimulação no Lar e ainda com Retardo Mental ou Hiperatividade podem confundir-se, por exemplo, com o chamado sujeito "disléxico".

O Terapeuta da linguagem, Fonoaudiologo ou Logopedista procurava anteriormente, a partir de um enfoque disciplinar isolado, descrever adequadamente qualquer problema de comunicação e determinar o seu caráter distintivo. Posteriormente efetuar um diagnóstico do problema através de exames apropriados e com base em seus achados e suas interpretações propor um programa terapêutico e intentar predizer os efeitos deste.

Porém, na atualidade o individuo que apresenta uma alteração comunicativa, deve verse como a somatória de uma complexidade de fatores passados, presentes, futuros, sociais, psicológicos, genéticos, fisiológicos, e neurológicos, que devem considerar-se sob uma perspectiva global, integrada e transdisciplinar.


DISLEXIA

Pode-se dizer-se que a dislexia é um problema no aprendizado da leitura, produto de uma disfunção cerebral mínima, presente em crianças cuja capacidade intelectual é normal e não apresentam outros problemas físicos ou psicológicos que poderiam explicar essas dificuldades. Segundo algumas estatísticas a dislexia afeta, em maior ou minor grau, de 10% a 15% da população em geral (????). Afeta ao mais os meninos que as meninas.

Algumas crianças podem apresentar uma ou várias das seguintes características:

  • Atraso no desenvolvimento da fala e linguagem.
  • Confusão na pronúncia de palavras que se assemelham na sua forma sonora.
  • Dificuldades no manejo dos têrmos relacionados com a orientação espacial e temporal.
  • Maior habilidade para a manipulação de objetos que para sua representação linguistica.
  • Dificuldade para aprender rimas e sequências.
  • Marcada dificuldade na associação fonema - grafema.
  • Tendência a escrever números e letras em espelho ou em direção inadequada.
  • Falhas em atenção e concentração.
  • Posiveis problemas de conduta.
  • Dificuldades na organiçação do discurso e compreensão da leitura.


DIFICULDADES EM LEITURA E ESCRITA

A leitura - escrita é concebida como a forma de comunicação maIs complexa que possui o homem e é o veículo por excelência do registro das variações culturais e técnicas da humanidade.

Sawyer e Butler (1991) explicam que ao adquirir a compêntencia para ler, esta é construída sobre bases já disponíveis no sistema primario do discurso falado: a FONOLOGÍA, ou estrutura do som da língua que inclui sílabas e fonemas; a SINTAXE, conjunto de regras