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Avaliação na Aúdio Infantil

Trabalho por Renata Leuzzi, estudante de Fonoaudiologia @ , Em 03/04/2005

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Audição em Crianças


Introdução

A deficiência auditiva afeta o desenvolvimento da criança e da vida do adulto, razão pela qual é de fundamental importância para o desenvolvimento de ações de prevenção, através de impedimento de sua instalação, do diagnostico e da intervenção precoce.

As intervenções preventivas devem ter um custo que possa ser mantido, ser de fácil aplicação e de acesso a todos, alem de aceitação por parte da comunidade. Algumas ações importantes são:

  • Promoção a saúde e prevenção de deficiências auditivas através de campanhas de imunização, atendimento pré-natal, boas condições de parto, acesso aos serviços de saúde, melhores condições de nutrição e saneamento básico.
  • Alertar a população através de comunicações informativas e educativas.
  • Identificação das deficiências auditivas o mais rápido possível através das triagens auditivas. Processos rápido, simples, de baixo custo, que permite identificar, dentro de uma grande população, aqueles com maior probabilidade de apresentar uma alteração na função auditiva.

A utilização da triagem auditiva pode ser implementada no nível de atenção primária a saúde, nas maternidades ou em equipamentos de bem estar social e de educação.

Todas as crianças que necessitem do diagnostico após a triagem auditiva, devem ser encaminhadas para os níveis de atenção secundaria ou terciária, na dependência dos exames necessários. O diagnostico deve incluir exame otorrinolaringológico e avaliação audiológica através de procedimentos de avaliação comportamental e/ou eletrofisiolóogicos.

A reabilitação deve ser instituída imediatamente após o diagnostico e inclui a orientação aos pais, a indicação e adaptação de aparelho de amplificação sonora e terapia fonoaudiologica sempre que necessário.

A analise da situação atual tem mostrado que poucas ações para a prevenção, identificação, diagnostico e reabilitação precoces de deficiências auditivas tem sido realizadas no Brasil. É preciso que os diferentes profissionais da saúde possam divulgar e discutir esta questão, com o objetivo de reverter esta situação.


O fonoaudiólogo na audiologia

  • Participa de programas de conservação auditiva em indústrias: atuando na realização das audiometrias admissionais, periódicas e na educação e treinamento dos trabalhadores.
  • Aplica testes de percepção de fala e processamento auditivo central.
  • Seleciona e adapta de aparelhos de amplificação sonora e equipamentos auxiliares de audição.
  • Avalia eletrofisiológicamente a audição, por meio de: audiometria cortical; eletrococleografia, audiometria de tronco cerebral e emissões otoacústicas evocadas transientes e produtos de distorção.
  • Realiza avaliação otoneurológica e reabilitação vestibular.
  • Atua na habilitação auditiva da criança e na reabilitação do adulto/ idoso portador de deficiência auditiva.
  • Participa de equipes de implantes cocleares, atuando na reabilitação de pacientes implantados.
  • Participa ativamente e organiza eventos nacionais e internacionais, estando ligado a várias sociedades científicas afins.
  • É membro de diversos comitês nacionais multidisciplinares destinados a diferentes finalidades.
  • Participa de programas de estudos pós-graduados em nível de aperfeiçoamento, especialização, mestrado e doutorado, com áreas de concentração em audiologia.
  • Realiza e orienta monografias de iniciação científica, especialização, dissertações de mestrado, teses de doutorado, livros, capítulos de livros e publica artigos em periódicos científicos nacionais e internacionais.


Avaliação auditiva em crianças

Anamnese

A avaliação começa por uma história clinica completa, onde alguns aspectos deveriam ser pormenorizados. Em primeiro lugar deve-se caracterizar a época de ocorrência da possível Da. Antes dos três anos de idade, um dos aspectos que chama a atenção dos pais e do pediatra para um possível distúrbio auditivo e não a aquisição da linguagem. Dos três aos seis anos, a criançaa poderá apresentar-se destraida, com distúrbios da fala. Acima dos seis anos, a deficiência auditiva poderá se apresentar como um distúrbio na aprendizagem. A presença de uma causa congênita devera ser sempre investigada na anmnese. Malformações anatômicas da cabeça ou do pescoço, a presença de anormalidades estão relacionadas a perda de audição assim como a rubéola materna, a sífilis, toxoplasmose