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Audição

Trabalho por Ricardo Meneleu, estudante de Fonoaudiologia @ , Em 22/04/2003

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Audição



O ouvido humano é um órgão altamente sensível que nos capacita a perceber e interpretar ondas sonoras em uma gama muito ampla de frequências (20 a 20.000 Hz).

A captação do som até sua percepção e interpretação é uma seqüência de transformações de energia iniciando pela sonora, passando pela mecânica, hidráulica e finalizando com a energia elétrica dos impulsos nervosos que chegam ao cérebro.

A energia sonora é captada pelo pavilhão auditivo (orelha) e penetra pelo conduto auditivo que termina em uma delicada membrana - o tímpano.
O tímpano transforma as vibrações sonoras em vibrações mecânicas que são comunicadas aos ossículos (martelo, bigorna e estribo).


Os ossículos funcionam como alavancas, aumentando a força das vibrações mecânicas e reduzindo sua amplitude. E também através dos ossículos que o ouvido tem a capacidade de "ouvir mais" ou "ouvir menos". Esse controle é feito através de pequenos músculos que posicionam os ossículos em condições de transferirem toda ou apenas parte da energia mecânica recebida do tímpano. Quando ouvimos uma brecada violenta de um automóvel, instintivamente esperamos pelo barulho da batida, automaticamente os ossículos são posicionados para que ouçamos tal barulho com menos intensidade.

O último ossículo, o estribo, pressiona a janela oval do caracol. Aí as vibrações mecânicas se transformam em ondas de pressão hidráulica que se propagam no fluído que preenche o caracol.

Finalmente, as ondas no fluído são detectadas pelas células ciliadas que enviam ao cérebro sinais nervosos (elétricos) que são interpretados como som.

Os sinais nervosos levados pelo nervo auditivo ao cérebro já contém as informações das freqüências que compõem o som que está sendo recebido pelo ouvido. Essa análise se processa na membrana basilar do caracol sobre a qual estão dispostas as milhares de células ciliadas.
Essa sensibilidade espectral do ouvido se processa da seguinte maneira: as células ciliadas mais próximas à janela oval (início das ondas hidráulicas) tem uma sensibilidade maior às altas freqüências.

Assim, cada som excitará um determinado conjunto de células ciliadas e consequentemente sai enviado ao cérebro pelo conjunto de fibras do nervo auditivo específicas da freqüência daquele som. Assim o cérebro já recebe a informação de freqüência devidamente analisada, restando-o apenas um refinamento na análise para identificar totalmente o espectro do som que está sendo ouvido.

O som é uma forma de energia que para o meio físico apresenta efeitos geralmente desprezível em relação aos efeitos que pode provocar sobre os seres vivos.

Se conseguirmos acumular toda energia sonora desprendida durante um berro de "gool" de uma multidão que lota um estádio como o Maracanã ela serviria apenas para aquecer uma pequena xícara de café.

No que diz respeito ao homem, o som tem a capacidade de afetá-lo sobre uma série aspectos psicológicos, fisiológicos ou mesmo físicos.


EFEITOS PSICOLÓGICOS

Sons dentro da faixa de 0 a 90 dBA apresentam principalmente efeitos psicológicos no homem. Eis alguns exemplos:


  • O som de uma música pode nos acalmar, nos alegrar ou até mesmo nos excitar.
  • Um som desagradável como o raspar de uma unha sobre um quadro-negro pode "arrepiar".
  • O som intermitente de uma gota d'água pingando de uma torneira pode nos impedir de dormir, e são apenas 30 ou 40 decibéis.
  • Não esqueçamos, contudo, que um som pode fazer desabar uma avalanche de neve encostas de uma montanha sob o efeito de ressonância.
  • Pesquisas recentes concluíram que os