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Alterações Estruturais Mínimas da Laringe

Trabalho por Leandro Rafael de Freitas, estudante de Fonoaudiologia @ , Em 22/04/2003

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ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS MÍNIMAS DA LARINGE


Alterações estruturais mínimas da laringe

"Dentro desta categoria estão incluídas variações anatômicas e / ou mesmo pequenas malformações, que se manifestam exclusivamente a nível vocal sem causar qualquer outro dano ao organismo." (PONTES, BEHLAU & GONÇALVES, 1994)

A disfonia conseqüente à presença de alterações estruturais mínimas depende do uso da voz e da magnitude da alteração. As alterações estruturais mínimas são consideradas um desarranjo estrutural que ocorre durante a embriogênese e que com freqüência só se manifesta na idade adulta.

A conceituação de tais alterações é advinda de observações clínica e cirúrgica associadas. Elas podem ser classificadas em três categorias principais:

1 - Assimetrias laríngeas

2 - Desvios da proporção glótica

3 - Alterações estruturais mínimas da cobertura das pregas vocais


Classificação:
 

Assimetria Laríngea

Um conceito totalmente didático considera a laringe humana como sendo simétrica, ou seja, uma prega vocal sendo a imagem especular da outra. Trata-se de uma configuração anatômica e mesmo funcional que muitas vezes não corresponde à realidade. Na verdade, quase sempre há uma assimetria na laringe humana. Estas refletem diferenças nos dimídios da laringe, sendo muito comuns e capazes de levar a alterações clinicamente identificáveis. Estudos realizados por diversos pesquisadores do assunto, revelaram que tal assimetria ocorre independente da idade do indivíduo, sendo mais ou menos freqüentes.

Porém, além de assimetrias das pregas vocais, como diferença de tamanho, volume, posição e configuração, temos também as assimetrias de vestíbulo, que geralmente se traduzem por diferença entre as pregas ariepiglóticas.

A assimetria laríngea pode estar presente em indivíduos com voz habitual normal. Algumas vozes consideradas bonitas, bem entoadas, sedutoras, de pessoas comuns ou mesmo de cantores, oradores, jornalistas, muitas vezes, se analisadas detalhadamente, podem ocorrer em laringes assimétricas no que tange ao tamanho e massa das pregas vocais. No entanto, alterações na qualidade vocal podem ocorrer durante o uso profissional da voz, eventualmente limitando sua utilização para este fim. Estas alterações são, em geral, mais comuns em sons de freqüências graves, principalmente no registro basal e são identificadas com maior precisão a estroboscopia, devido à facilidade na visão dos movimentos vibratórios. A extensão vocal pode ficar prejudicada, podendo ocasionar fadiga vocal e mesmo lesão de massa secundárias.

Desvios Na Proporção Glótica

A glote se divide em duas porções: uma porção anterior, conhecida como parte fonatória ou intermenbranácea, e uma porção posterior, também chamada de respiratória ou intercartilagínea. A relação entre as dimensões destas duas porções tem relação direta com a freqüência fundamental e a coaptação das pregas vocais à fonação. O comprimento da parte intermenbranácea aumenta com a idade até os 20 anos, e a partir dos 15 anos é mais longa nos homens do que nas mulheres. O comprimento da parte intercartilagínea também aumenta com a idade, porém a diferença entre os sexos é menos distinta na idade adulta.

Uma proporção de 1:1 corresponde ao padrão laríngeo feminino e nesses casos ocorre uma tendência à fenda triangular-posterior, à fonação. Já uma proporção de 1:1,3 corresponde ao padrão masculino, que facilita a coaptação em toda a extensão, sem a presença de fendas glóticas.

Desvios nas proporções se refletem, geralmente, em fendas glóticas, com impacto vocal dependente do tipo de fenda apresentada e de outros parâmetros, como a rigidez da mucosa das pregas vocais e o fluxo aéreo. Observa-se com freqüência predisposição fadiga vocal e lesões secundárias, como o nódulo, associadas à síndrome hipercinética.

Um outro fator usado para identificar os fatores predisponentes de disfonias é o ângulo de abertura das pregas