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Como Avaliar Reflexos Tendinosos, Força e Tônus Muscular

Trabalho por Carla T. Honório, Irismar e Ariane, estudante de Fisioterapia @ , Em 22/04/2003

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COMO AVALIAR REFLEXOS TENDINOSOS, TÔNUS MUSCULAR, E FORÇA MUSCULAR DOS MEMBOS INFERIORES E SUPERIORES


REFLEXOS

De um modo singelo, podemos definir reflexo como uma resposta motora ou secretora a um estímulo adequado, externo ou interno.

A base anatômica da atividade reflexa é o arco reflexo, cuja constituição compreende: uma via aferente (receptor e nervo sensitivo); um centro (substância cinzenta do SNC); uma via eferente (nervo motor e órgão efetor). Eventualmente, podem participar neurônios intercalares.

Os reflexos apresentam determinadas características fisiológicas. No período de latência entende-se o tempo que transcorre entre a aplicação do estímulo e a resposta. O reflexo patelar e o corneano são os que apresentam períodos de latência mais breves. No Período Refratário não se obtém resposta a um estímulo adequado, logo após a provocação de reflexo. Outra característica dos reflexos é a Fadiga: a provocação repetida do mesmo reflexo determina sua depressão até chegar à extinção, sendo necessário certo período de tempo para seu reaparecimento. Por outro lado, um estímulo insuficiente para provocar um determinado reflexo poderá fazê-lo, desde que repetido em várias sucessões – é o Fenômeno da Adição. O Princípio da Inervação Recíproca estabelece que a contração reflexa de um músculo se acompanha de uma inibição de seus antagonistas. Assim, na provocação do reflexo patelar ocorre a contração do quadríceps femoral e inibição dos grupos musculares posteriores da coxa. A Lei da Localização determina que cada reflexo apresenta uma área específica de excitação e resposta. Assim, o reflexo patelar se dá pela percussão do tendão patelar, que provoca contração do quadríceps femoral.


CLASSIFICAÇÃO DOS REFLEXOS

De acordo com Scherrington, os reflexos podem ser: exteroceptivos, proprioceptivos e visceroceptivos.

Reflexos Proprioceptivos

Nos reflexos proprioceptivos os estímulos atuam ou se originam nos músculos, tendões e labirinto.

Reflexos Miotáticos

No reflexo miotático (tração muscular), o estímulo é constituído pela distensão do músculo. Sua ação é mais evidente e potente nos músculos extensores, com função antigravitaria. O estímulo adequado para a avaliação deste reflexo é a distensão muscular rápida, provocada pela percussão tendínea. Os reflexos miotáticos são subdivididos em: Fásicos e Tônicos.

Os reflexos miotáticos fásicos são avaliados com martelo de reflexo, pela percussão de um tendão muscular. O paciente deve estar despreocupado com a região examinada, e a avaliação deve ser metódica e comparativa. De acordo com Wartenberg, recomenda-se ligeira contração do próprio músculo efetor. Estas manobras desencadeiam a ativação dinâmica dos fusos neuromusculares, tornando-os mais sensíveis a um estiramento passivo.

Segue abaixo alguns reflexos profundos de maior interesse prático.

Reflexos dos Membros Superiores

Reflexo Braquiorradial – Centro: C5 - C6 (braquiorradial) C7 - C8 – T1 (flexores dos dedos). A avaliação é feita com o antebraço semifletido, numa posição entre a pronação e a supinação com o punho apoiado sobre a mão do examinador. Percute-se o processo estilóide do rádio, podendo-se obter como resposta flexão e ligeira pronação do antebraço e contração dos flexores da mão e dedos. Este tipo de reflexo apresenta certo valor na indicação de lesão medular ao nível de C5 e C6.

Reflexo Cúbito Pronador – Centro: C6 – T1. A avaliação é feita com o antebraço apoiado sobre a mão do examinador, em semiflexão e ligeira pronação. Percute-se o processo estilóide do cúbito, tendo como resposta a pronação da mão. Este reflexo é um dos primeiros a se tornar hiper ativo nos quadros de liberação piramidal.

Reflexo Biciptal – Centro: C5 – C6. A avaliação é feita com o antebraço semifletido e apoiado com a mão em posição de supinação. Percute-se o tendão distal do