Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


A Relação entre o Tabagismo e os Transtornos Psiquiátricos e uma Proposta Fisioterapêutica para Tais Pacientes

Trabalho por Lina Figueira Ferraz, estudante de Fisioterapia @ , Em 19/10/2006

5

Tamanho da fonte: a- A+

A Relação entre o Tabagismo e os Transtornos Psiquiátricos e uma Proposta Fisioterapêutica para tais Pacientes


Resumo

Nesse estudo foi realizada uma revisão seletiva da literatura sobre o tema, sugerindo uma proposta de tratamento fisioterapêutico . Delimitou-se como fonte de informação bibliográfica alguns livros, artigos científicos e dissertações. Para atingir o objetivo proposto, optou-se por abordar os componentes, efeitos e conseqüências do uso do tabaco, assim como os principais transtornos psiquiátricos e sua relação com o tabaco; e os benefícios da fisioterapia respiratória, no controle do estresse, da ansiedade e da depressão, transtornos estes que parecem estar presentes na grande maioria das doenças psiquiátricas. A literatura pesquisada evidenciou os prejuízos do consumo do tabaco para a saúde mental, sendo que tais prejuízos se estendem não só aos fumantes ativos como também aos passivos. Para reverter o quadro, são necessários tratamentos com equipe multidisciplinar, propiciando ao paciente, dentre outros fatores, melhora global da saúde e da qualidade de vida. Nessa abordagem, cabe ao paciente a conscientização da adoção de hábitos de vida mais saudáveis. Este trabalho visa contribuir com os programas de intervenção e assistência a pacientes psiquiátricos fumantes.

Palavras Chave: Tabagismo, transtornos psiquiátricos, fisioterapia.


Introdução

Trata-se de um tema de muito interesse clínico, uma vez que o tabagismo tem diversas implicações do ponto de vista bioquímico. A nicotina interfere no funcionamento dos sistemas neurotransmissores e exerce diversas ações neuroendócrinas, entre outros fatores, o que pode influenciar no quadro psicopatológico e na responsividade do paciente ao tratamento (Herrán et al., 2000).

Nesse estudo bibliográfico, aborda-se as evidências apresentadas na literatura, da relação entre tabagismo e quadros de perturbações psiquiátricas, tais como depressão, esquizofrenia e transtornos de ansiedade.

Está bem estabelecida na literatura a relação entre o tabagismo e os quadros psicopatológicos, como esquizofrenia e depressão maior. Existe ainda forte evidência de associação entre o consumo de tabaco e os transtornos ligados ao consumo e/ou dependência de substâncias como álcool e outras drogas. A literatura contém ainda um número significativo de estudos sobre o tabagismo e algumas perturbações psiquiátricas diversas, como transtornos de ansiedade e de humor, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, entre outras.

Delimitou-se como fonte de informação bibliográfica os livros, artigos científicos e documentos eletrônicos que abordam a matéria direta ou indiretamente.

Com a finalidade de atingir o objetivo proposto neste trabalho, optou-se por agrupar a discussão em torno dos seguintes temas: 1)- uma abordagem metafísica dos sintomas psíquicos; 2)- dopamina: a substância que nos move; 3)- efeitos do tabaco ; 4)- tabagismo e depressão; 5)- tabagismo e esquizofrenia; 6)- tabagismo e ansiedade; 7)- uma proposta de tratamento fisioterapêutico respiratório.


1. Uma abordagem metafísica dos sintomas psíquicos

Todo sintoma tem um conteúdo psíquico e se manifesta através do corpo.Também o medo e a depressão se manifestam através do corpo. Essas correlações somáticas, todavia, servem de base para a medicina acadêmica fazer suas intervenções farmacológicas. As lágrimas derramadas por um paciente depressivo não são mais "psíquicas" do que o pus ou uma disenteria. Os sintomas podem usar uma grande variedade de formas de expressão e, para fazê-lo, todos eles se valem do corpo para tornar visível e palpável os conteúdos subjacentes da consciência. A verdadeira experiência do sintoma acontece exclusivamente dentro da consciência de um indivíduo, quer se trate de uma tristeza, quer se trate de um ferimento.

Defender a normalidade é uma das cruzes mais pesadas da psiquiatria tradicional. Uma alucinação não é mais real ou irreal do que qualquer outro tipo de percepção. O que lhe falta de fato é o beneplácito da coletividade. Os "psiquicamente doentes" atuam sob exatamente as mesmas leis psicológicas que todas as demais pessoas.

Doença e saúde psíquica são os terminais teóricos de um continuum único que surge do inter-relacionamento entre