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Abordagem Fisioterapêutica: Tratamento de Celulites e Erisipelas

Trabalho por Michelly Farelli, estudante de Fisioterapia @ , Em 29/05/2006

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Abordagem Fisioterapêutica: Tratamento de Celulites e Erisipelas

MAIO/2006


RESUMO:
Celulite e Erisipela são infecções da pele causadas pelos Streptococcus do grupo A, acometendo membros e face através de fissuras, onde irá proliferar e disseminar localmente. A área acometida fica eritematosa, edemaciada, quente e dolorosa. Enquanto que a celulite não tem bordas definidas e seu processo infeccioso é mais profundo, a erisipela possuí essa definição e as recidivas são raras. O diagnóstico é realizado através de bases clínicas e o tratamento sugerido é repouso com a administração de penicilina ou sulfa e o acompanhamento de fisioterapia, sendo realizada drenagem linfática manual e compressão pneumática. Raramente é solicitado o tratamento cirúrgico, que é feita apenas na piora do quadro.

Introdução: A importância da fisioterapia na área dermatológica, onde pacientes sofrem qualquer tipo de patologia, é de auxiliá-los no tratamento em geral e até mesmo aumentar sua auto-estima durante todo esse processo de reabilitação, prevenção e correção, onde esses objetivos visam a qualidade de vida e bem-estar destes pacientes. Como se sabe o fisioterapeuta não atua sozinho, e sim, com outros profissionais da saúde, que juntos garantem o sucesso de todo tratamento, para que futuramente não haja seqüelas nem recidivas.

Material e métodos: Descreve-se neste trabalho uma pesquisa bibliográfica onde foram consultadas as bases de dados Lilacs, Medline e Scielo, nos anos de 1996 a 2006, além de outras fontes impressas e eletrônicas de cunho científico, usando as seguintes palavras chave: erisipelas, celulites, celulite e erisipela.

Resultados: Observou-se que nos casos de celulite e erisipela, o fisioterapeuta atua fazendo drenagem linfática manual e compressões pneumáticas local para a melhora da circulação linfática, edemas e redução da dor, com isso trazendo o benefício e a funcionalidade local.

Discussão: Conforme proposto pelos artigos selecionados, o diagnóstico precoce e o tratamento fisioterápico e medicamentoso são essenciais para evolução do quadro clínico dos pacientes com celulite e erisipela.

Conclusão: Conclui-se que a fisioterapia apresenta importância nestes casos de celulite e erisipela, pois seu tratamento adequado, através de manipulações e orientações, traz ao paciente bem estar e qualidade de vida.

PALAVRAS-CHAVE: celulite, erisipelas, celulites e erisipelas.


1. INTRODUÇÃO

A pele é constituída pela epiderme, derme e, para alguns, também pelo tecido celular subcutâneo (TCSC). Cumpre funções vitais no organismo, e a sua falta parcial ou total pode ser incompatível com a vida, como o demonstram os grandes queimados. Destacamos entre essas funções, a de barreira, a de extenso órgão sensorial, a de importante elemento na regulação térmica e na atuação do Sistema Imunológico (Souza, 2003).

Segundo Souza, 2003, a celulite é uma infecção da derme e tecido celular subcutâneo, caracterizada por eritema, edema e dor, geralmente causada pelo estreptococo betahemolítico do grupo A e S. aureus nos adultos e H. influenza tipo B em crianças com menos de 3 anos de idade. Ocorre próximo a feridas cirúrgicas, úlceras ou sobre pele normal. Já os episódios recorrentes ocorrem por anomalias linfáticas e/ou venosas determinadas por surtos de celulite anteriores, cirurgia de ressecção dos nódulos linfáticos ou mesmo irradiação.

A presença de lesão eritematosa com calor, edema e dor já faz suspeitar de celulite. O isolamento do agente é difícil. Clinicamente o paciente pode apresentar febre, leucocitose com desvio à esquerda e aumento de VHS.

Erisipela é um tipo de celulite superficial caracterizada por placa infiltrada, bem circunscrita de pele que apresenta eritema, calor e dor. Os locais mais freqüentes são a face, couro cabeludo e os membros inferiores. O principal agente é o estreptococo beta-hemolítico do grupo A, seguido pelo do grupo B. Há febre, mal-estar geral, náuseas, vômitos, alteração do hemograma com leucocitose, desvio à