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Bronquite Crônica

Trabalho por Gustavo Henrique Andrade de França, estudante de Fisioterapia @ , Em 15/08/2004

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Bronquite Crônica


Conceito

È um aumento crônico ou recidivante, acima do normal, no volume de secreção de muco suficiente para causar expectoração. Está presente por pelo menos 3 meses consecutivos de cada um de dois anos sucessivos.


Etiologia

  • Idade: é mais freqüente na metade até o final da vida adulta .
  • Sexo: acomete mais homens do que mulheres.
  • Fumo
  • Poluição Atmosférica.


Patologia

Alguma substância irritante estimula a supereatividade das glândulas secretoras de muco e das células caliciformes nos brônquios e brônquiolos, o que causa secreção de um grande excesso de muco. Esse muco reveste as paredes das vias aéreas e tende a obstruir os brônquiolos. As células aumentam em tamanho e os ductos ficam dilatados, podendo ocupar até dois terços da espessura das paredes. Isso causa um processo inflamatório crônico que resulta em edema mucoso, diminuindo assim, mais ainda o diâmetro das vias aéreas. A ação ciliar também é inibida. O estreitamento da luz das vias aéreas é mais enfatizado durante a expiração, pelo alongamento e estreitamento normais das vias aéreas, consequentemente, a obstrução das vias aéreas é ampliada durante a expiração, com resultante retenção de ar nos alvéolos. Os pulmões gradualmente perdem sua elasticidade conforme a doença progride. Gradualmente tornam-se permanentemente distendidos, o que eventualmente pode causar ruptura extensa das paredes alveolares, o que vai contribuir para o desenvolvimento do enfisema.


Características Clínicas

  • Tosse: O paciente queixa-se de uma tosse por muitos anos, no início intermitente e que gradualmente se torna contínua.
  • Secreção: é mucóide, em geral torna-se mucopurulento. A quantidade aumenta progressivamente.
  • Sibilos.
  • Dispnéia: em geral está relacionada com o esforço e o paciente fica progressivamente com a respiração mais abreviada conforme a progressão da doença.
  • Pode haver cianose e cor pulmonale nos estágios mais tardios da doença.


Radiologia

Devido ás dificuldades em se estabelecer uma correlação anatomorradiológica, o diagnóstico radiológico da bronquite crônica torna-se difícil. Um indivíduo com bronquite crônica mesmo em estágio avançado pode ter uma radiografia próxima do normal.

Insuflação pulmonar com aumento ântero-posterior do tórax. Hipertransparência e discreto rebaixamento do diafragma. Imagens tubulares que são linhas paralelas densas, finas, principalmente nas regiões hilobasais, chamadas de imagens em trilhos de trem, resultante do espessamento das paredes brônquicas vistas longitudinalmente. Acentuação difusa da trama vascular gerando o que se denomina de pulmão sujo.


Tratamento

Broncodilatadores, corticóides, antibióticos, antitussígenos, oxigenioterapia e Fisioterapia.


Objetivos Gerais da Fisioterapia

  • Facilitar a remoção de secreções e aliviar o broncoespasmo.
  • Melhorar o padrão de respiração e o controle respiratório.
  • Melhorar a postura desse paciente.
  • Mobilizar o tórax e a cintura escapular.
  • Melhorar a tolerância aos exercícios.


BIBLIOGRAFIA

1.ROBBINS. Patologia Estrutural e Funcional. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.

2.TARANTINO, A. B. Doenças Pulmonares. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1990.

3.THOMSON, A; SKINNER, A; PIERCY, J. Fisioterapia de Tidy. 12. ed. São Paulo: Santos, 1994.