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Paralisia Cerebral

Trabalho por Guaraci B. Nascimento, estudante de Fisioterapia @ , Em 22/04/2003

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Paralisia Cerebral


Classificação

1.Espástica: Lesão no sistema piramidal caracterizada por um aumento de tônus, hiperreflexia.

2.Atetóide: A lesão se dá nos gânglios da base, responsável por movimentos finos e delicados.

3.Ataxia: A lesão se dá no cerebelo responsável pela coordenação do movimento e equilíbrio.

4.Mista: Representa a combinação de duas formas.

As palavras Paralisias e Cerebrais são usadas para descrever uma condição de ser, um estado de saúde, uma dEficiência física adquirida, um Distúrbio de Eficiência Física que durante muito tempo foi significado de "invalidez".

Atualmente, o termo Paralisias Cerebrais (P.C.) vem sendo usado como o significado do resultado de um dano cerebral , que leva à inabilidade, dificuldade ou o descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo. O termo Cerebral quer dizer que área atingida é o cérebro (sistema Nervoso Central - S.N.C) e a palavra Paralisia refere-se ao resultado do dano ao S.N.C., com conseqüências afetando os músculos e sua coordenação motora, dos portadores desta condição especial de ser e estar no mundo.

Paralisias cerebrais NÃO SÃO DOENÇAS, mas uma condição médica especial, que freqüentemente ocorre em crianças), antes, durante ou logo após o parto, e quase sempre é o resultado da falta de oxigenação ao cérebro. As crianças afetadas por Paralisias Cerebrais têm uma perturbação do controle de suas posturas e dos movimentos do corpo, como conseqüência de uma lesão cerebral.

Estas lesões possuem diversas causas, freqüentemente devido à falta de oxigenação antes, durante ou logo após o parto, não existindo dois casos semelhantes, pois algumas crianças têm perturbações sutis, quase imperceptíveis, aparentando serem "desajeitadas" ao caminhar, falar ou usar as mãos, enquanto que as submetidas a lesões cerebrais mais graves, a exemplo de casos de anóxia neonatal, podem apresentar incapacidade motora acentuada, impossibilidade de falar, andar e se tornam dependentes para as atividades cotidianas.

Dependendo da localização das lesões e áreas do cérebro que foram afetadas, as manifestações podem ser diferentes. Nas paralisias cerebrais há uma confusão de mensagens entre o cérebro e os músculos.

Há três formas (tipos) mais comuns, dependendo de que mensagens foram afetadas. E pode-se classificar um quarto tipo de P.C. que teria uma combinação de 2 ou mais formas.

A córtex controla os pensamentos, os movimentos e as sensações. Uma anormalidade nela pode resultar na Paralisia Cerebral do tipo Espástica. Caracterizado por aumento e paralisia de tonicidade dos músculos.

Pode haver um lado do corpo afetado (hemiparesia), os membros inferiores (diplegia), ou os 4 membros (quadriplegia).

Os Gânglios da Base ajudam a organizar os movimentos finos e delicados. Uma anormalidade deles pode resultar na Paralisia tipo Atetóide. Caracterizada por distonia (variações da tonicidade muscular) e movimentos involuntários afetando o Sistema ExtraPiramidal.

O cerebelo controla e coordena os movimentos, as posturas e nosso equilíbrio. Uma anormalidade nele pode resultar na P.C. tipo Atáxica.

Caracterizada por diminuição da tonicidade muscular, dificuldade para se equilibrar com descoordenação dos movimentos, podendo haver movimentos trêmulos das mãos e fala comprometida.

Crianças paralisadas cerebrais não conseguem controlar alguns ou todos os seus movimentos. Apenas algumas crianças são afetadas em todos. Algumas terão dificuldade em falar, andar ou usar as mãos. Umas serão capazes de sentar sem suporte ou ajuda, enquanto outras necessitarão de ajuda para a maioria das tarefas de vida diária. Por isso, dizemos que são portadoras de Distúrbios de Eficiência Física, e não apenas deficientes ou paralíticas.

Não há medicamentos nem operações que possam curar uma paralisia cerebral, havendo, porém, diversas e inovadoras possibilidades de melhorar e minimizar seus efeitos. Estes progressos não são súbitos, mas demorados, avançando progressivamente