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A Postura Corporal e o Distúrbio Miofuncional sob um Prognóstico Fisioterapêutico

Trabalho por Edson Albuquerque Maranhão de Oliveira, estudante de Fisioterapia @ , Em 29/07/2003

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POSTURA CORPORAL X DISTÚRBIO MIOFUNCIONAL SOB UM PROGNÓSTICO FISIOTERAPÊUTICO

Rio de Janeiro - 2002


Aos meus pais, esposa, filhos, amigos e professores que nos apoiaram e incentivaram nesta realização.

Dedico!


AGRADECIMENTOS

À Deus, por ter me dado a oportunidade de concretizar este trabalho.

Aos meus pais, por minha formação pessoal e profissional.

À minha esposa, que se colocou disponível, gratificante, confiante, participativa, honesta e motivadora na realização dessa conquista.

Aos professores que compuseram a grade curricular do curso, pelo dinamismo e profissionalização com que transmitiram os seus conhecimentos.


RESUMO

O presente estudo teve como objetivo principal uma reflexão sobre as possíveis compensações posturais que acompanham muitos casos clínicos de distúrbios miofuncionais. Estas compensações se não consideradas como um dado importante causam reflexos no prognóstico deste paciente. Podem causar também uma frustração por um trabalho que não evolui da maneira esperada, tanto pelo fisioterapeuta, quanto pelo paciente, e pelos outros profissionais envolvidos no trabalho. Este trabalho realizou uma pesquisa de campo com 57 crianças da primeira à quarta série de uma escola particular em Fortaleza, do Estado do Ceará, visando verificar as alterações posturais existentes e a relação destas alterações com os distúrbios miofuncionais. De todas as observações realizadas e pela revisão dos autores, o que mais chamou a atenção é o fato de que realmente existe um número muito maior do que se imagina de pessoas que apresentam alterações. Talvez o termo mais correto seria compensações, que surgem devido ao fato de o corpo humano ser uma unidade funcional, e como tal, passível de modificações. Um desequilíbrio em alguma estrutura pode refletir em todo o restante do sistema. Estas compensações são feitas por crianças quanto por adultos com alterações dentárias, respiradores bucais, ou com disfunção da ATM. Sendo estas compensações importantes e freqüentes, cabe aos profissionais especializados detectá-las, para o tratamento ser o mais global possível. Pois, se o corpo humano é uma unidade funcional, não basta corrigir um segmento, é preciso agir sobre o paciente como um todo, caso contrário corre-se o risco do fracasso profissional.


INTRODUÇÃO

A face de uma pessoa é seu cartão de visitas, para a qual busca-se beleza e harmonia. Dependendo da forma com que nos olhamos no espelho, julgamo-nos melhores, piores, bonitos ou feios. Após termos nossa aprovação, olhamos para o restante do corpo, alinhamo-nos posturalmente, viramos para um lado, para outro, e só depois de tudo isso sentimo-nos aptos a sair para o trabalho, um encontro ou uma festa. Um distúrbio miofuncional, além de toda a alteração específica que manifesta, acaba também desequilibrando a estética do indivíduo, tanto no repouso - pelo aspecto muscular - quanto nas funções que realiza: alguém que tem distorções na fala, que tem alterações dentárias, que mastiga "feio", acaba chamando a atenção pelo aspecto desagradável.

Sendo a fisioterapia uma das ciências que estuda as alterações miofuncionais, cabe a nós, profissionais especializados nesta área, buscarmos um conhecimento mais amplo para maior satisfação dos nossos pacientes.

Nesta perspectiva, devemos estar atentos aos progressos e estagnações do processo terapêutico e olhar o paciente como um todo, como alguém que busca uma harmonia única além de um equilíbrio funcional e estético, a fim de obter melhores condições sociais e de trabalho.

Partindo da premissa de ser o corpo humano uma unidade sincrônica e indissociável, buscamos questionar até que ponto as técnicas terapêuticas utilizadas em fisioterapia são realmente eficazes.

Eventualmente, não é percebido por um profissional que avalia uma alteração em outro segmento corporal, não raro, uma adaptação em resposta à própria alteração oral. As conseqüências são