INTERAÇÕES FARMACOLÓGICAS
1-INTRODUÇÃO
Quando se fala em interações farmacológicas, também chamadas interações medicamentosas, está-se na verdade analisando o comportamento químico e farmacológico de uma droga quando esta é administrada juntamente a outra ou outras drogas.
As interações farmacológicas podem ser classificadas em três tipos básicos:
1.1-Interações farmacocinéticas: são aquelas interações que ocorrem a nível de absorção, distribuição, metabolização e excreção de uma droga. O resultado tanto desse tipo de interação como o dos outros tipos pode ser tanto no sentido de potencializar ou de bloquear a ação de um fármaco.
1.2-Interações farmacodinâmicas: englobam as interações resultantes de compartilhamento ou competição por receptores (agonismo e antagonismo) ou aquelas relacionadas com interferência a nível de segundo mensageiro. Como exemplo pode-se citar a interação antagônica entre o salbutamol (agonista b2) e um b-bloqueador.
1.3-Interações químicas: constituem-se das interações independentes dos aspectos farmacológicos das drogas interagentes, estando baseadas apenas na estrutura molecular dessas drogas. Exemplificando tem-se a interação que ocorre entre o suxametônio e o tiopental, ambos usados em anestesia. O primeiro é um relaxante muscular e o segundo é o anestésico propriamente dito. Interessante é notar que essas duas substâncias devem ser administradas em separado uma vez que, se postas em contato direto, reagem entre si e formam um complexo muito estável que não apresenta efeito anestésico algum.
É válido dizer, ainda, que certas drogas, apesar de não apresentarem nenhum tipo de interação mencionado anteriormente, são capazes de desencadear efeitos fisiológicos sinérgicos ou antagônicos, caracterizando uma relação interativa de cunho muito mais fisiológico que farmacológico.
2-OBJETIVOS
Observar e analisar na prática os principais mecanismos relacionados às interações medicamentosas. Para tanto foram realizados os seguintes experimentos:
I. Efeitos de drogas autonômicas em pupila de coelho;
II. Influência do pH na ação anestésica do tiopental;
III. Metabolização do nembutal em animais tratados com fenobarbital.
3-MATERIAIS E MÉTODOS
4-PROCEDIMENTOS E DADOS OBTIDOS
Para o primeiro experimento foi utilizado um coelho. Primeiramente foram medidos o diâmetro pupilar de ambos os olhos e após dez minutos procedeu-se a esquema de instilação conjuntival, sendo medidos os diâmetros pupilares a cada dez minutos. Foram obtidos os seguintes resultados:
OLHO ESQUERDO: pilocarpina e, quarenta minutos após, atropina.
Minutos Diâmetro(mm)
0 8
10(PIL) 7
20 7
30 5
40 5
50(ATR) 4
60 7
70 8
80 8
90 9
OLHO DIREITO: pilocarpina e, quarenta minutos após, fenil-efrina.
Minutos Diâmetro
0 6
10 (PIL) 6
20 5
30 4
40 4
50 (FEN) 3
60 4
70 6
80 8
90 9
No segundo experimento foram utilizados dois grupos de cinco camundongos, devidamente marcados. No primeiro grupo foi injetado salina (0,1mg/10g de peso corporal); no segundo foi administrado ácido láctico (0,1mg/10g de peso corporal). Passados cinco minutos ambos os grupos receberam tiopental (0,1mg/Kg de peso corporal) e, então, foram medidos os tempos de duração do efeito anestésico. Obtiveram-se os resultados abaixo:
GRUPO 1=>alina + tiopental
nenhum animal sofreu anestesia
GRUPO 2=> ácido láctico + tiopental
Duração do efeito
camundongo 1: 1230"
camundongo 2: 7
camundongo 3: 1130"
camundongo 4: mais de 60
camundongo 5: não sofreu anestesia
OBS: todas as drogas foram injetadas por via intraperitoneal.
No
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