Terapias Alternativas
1. INTRODUÇÃO:
A Medicina convencional, baseada na alopatia, no combate aos sintomas e em intervenções de modo geral agressivas ao organismo do paciente, está aos poucos perdendo a sua posição hegemônica nos países ocidentais para as chamadas terapias (medicinas) alternativas, complementares, integrativas ou holísticas. A verdade é que algo está mudando numa área vital para as pessoas: a manutenção da saúde. E a tendência de mudanças não reflete apenas o interesse de indivíduos por tratamentos mais suaves e com menos riscos de efeitos adversos. Há aí também indícios de uma abertura em direção a um paradigma científico, cujo impacto na maneira de o homem lidar com a medicina, com as doenças e com sua própria vida promete ser avassalador.
As principais terapias holísticas compõem o repertório de recursos da medicina tradicional chinesa e da medicina ayurvédica, da Índia, com seus sistemas inspirados no taoísmo e no hinduísmo. A grande exceção é a homeopatia, criada pelo médico alemão Samuel Hahnemann no século XVIII. A rápida expansão de todas elas, no entanto, só foi possível depois que algumas descobertas da ciência, no século XX, proporcionaram outro tipo de sustentação às idéias holísticas.
As teorias da física quântica, dos sistemas auto-organizadores e da psicologia transpessoal demonstram, com as próprias ferramentas da ciência cartesiana-newtoniana, que somos parte de algo mais vasto que os nossos organismos. Ao demonstrar que as unidades subatômicas da matéria são abstratas e podem se apresentar ora como partículas, ora como ondas. Tais padrões dinâmicos, segundo a teoria, formam as estruturas estáveis que constituem a matéria e lhe conferem o aspecto sólido, no nível macroscópico, que percebemos a olho nu. Ou seja: tudo o que enxergamos, inclusive nossos corpos, seria resultado da condensação de energias, padrões dinâmicos imateriais.
2. Medicina Chinesa:
Consiste de toda uma maneira de compreender o corpo humano, uma filosofia que considera dois tipos de energia provenientes do Tao, Yin e Yang como responsáveis pela saúde do ser humano e relações harmônicas com o meio ambiente.
2.1. Energia:
A Energia é a força criadora que produz a vida, provém do Tao sob a forma da energia "chi". A energia "chi" pode ser dividida em três formas básicas:
2.1.1. Yong:
É a energia nutridora, de natureza Yin.
2.1.2. Wei:
É a energia de natureza Yang, defende o organismo de energias pervesas.
2.1.3. Yuan:
É o potencial energético hereditário, energia ancestral.
2.2. Meridianos e Vasos:
A energia vital "chi" circula pelo corpo através de meridianos, que consistem de condutos energéticos invisíveis situados subcutaneamente e compostos por pontos de passagem de energia.
2.2.1. Meridianos Principais:
São a base da grande circulação da energia no organismo e responsáveis pelo transporte principal de energia nutridora.
Ocorrem em pares simétricos, em número de doze, existindo um para cada lado do corpo, correspondendo a três meridianos Yang e a três Yin no MS e outros seis no MI.
2.2.2. Meridianos Músculo-Tendinosos:
Em número de doze, derivam dos canais principais e transportam superficialmente energia Wei (defensiva), defendendo o corpo contra ataques externos.
2.2.3. Meridianos Distintos:
São doze canais que unem os meridianos principais ao órgão correspondente. Conduzem a energia proveniente dos órgãos para os meridianos principais.
2.2.4. Vasos Secundários:
Divididos em transversais e longitudinais, têm a função de conectar diferentes meridianos.
2.2.5. Vasos Maravilhosos ou Extraordinários:
Correm entre os doze canais principais, fortalecendo as relações entre eles e tendo a função de regular a energia ("Chi") e sangue ("Xue") dos Canais.
2.3. Relação dos Meridianos e Vasos
Ferramenta