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Calêndula

Trabalho por Suzana Tesser, estudante de Farmácia @ , Em 30/06/2006

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CALÊNDULA (Calendula officinalis)

1. Descrição

Popularmente, ela é conhecida como mal – me – quer e é muito parecida com a margarida, só que tem um perfume característico que a identifica, o nome desta flor é calêndula.

Pertencente à mesma família das margaridas – Asteraceae Compositae -, a calêndula (Calendula officinalis) é originária da Europa Meridional e se relaciona intimamente com o sol. Curiosamente, essa florzinha abre suas pétalas assim que o sol nasce e as fecha assim que ele se vai. Aliás, seu nome é derivado de uma palavra latina – Calendae – que significa "primeiro dia de cada mês", de onde se derivou também a palavra calendário (que sabe – se, é baseado no ciclo solar).

No Brasil, a calêndula adaptou – se facilmente, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.

Planta anual, a calêndula pode atingir até 50 cm. de altura. As sementes são em forma de meia lua, e estão alojadas na flor e podem ser colhidas logo que estas sequem. As raízes são de tom amarelo claro com forma cilíndrica. O caule e os ramos raras vezes são erguidos, mas freqüentemente tombados. As folhas são inteiras ovais com alguns dentículos ou lanceolados dispostos em rosetas, são aveludadas, verdes pálidas; as inferiores são obtusas e as superiores um pouco carnosas. As flores têm as pétalas centrais tubulosas e as pétalas periféricas lanceoladas, possuem até 5 cm. de largura, com um botão central de 15 a 20 lígulas. As lígulas produzem fruto, as flores do botão central não. Todos os frutos são um pouco encurvados, com formato de barquinho. As flores são compostas por numerosas pétalas de cor brilhante, que variam do amarelo ao alaranjado, às vezes verde limão. Podem ser também encontradas flores brancas. As flores exalam um cheiro exótico suave.

2. História

A Calendula officinalis L. (Asteraceae), é uma planta originária do Egito, foi importada para a Europa no séc. XII e trazida para o Brasil no séc. XVIII, sendo cultivada como planta ornamental e medicinal. Na medicina tradicional é utilizada pelos seus efeitos antiinflamatório, anti-séptico e cicatrizante.

O nome latino Calendae foi dado à planta pelos romanos, pelo fato de parecer estar em flor durante o ano todo. Os romanos a utilizavam como substituta do açafrão. Os árabes a acrescentavam à ração dos cavalos de raça por acreditarem que aumentava a força dos vasos sanguíneos. Na Espanha, era considerada uma planta de magia, usada pelos feiticeiros como talismã, embrulhados com um dente de lobo e várias folhas de louro.

Na guerra civil americana, os médicos, nos campos de batalha utilizavam suas flores e folhas para tratar feridos.

3. Propriedades

A calêndula apresenta inúmeros constituintes químicos:

Óleo essencial amarelo contendo: carotenóides (caroteno, calendulina e licopina), flavocromo. Mutacromo, aurocromo, flavoxatina, crisantemaxotina e xantofila. Tem ação cicatrizante.

  • Matérias corantes;
  • Ésteres colesterínicos;
  • Minerais: cálcio e silício;
  • Vitaminas: pró – vitamina B;
  • Ácido salicílico e oleânico: têm ação calmante e refrescante para peles sensíveis, avermelhadas e delicadas. Favorecem a regeneração de tecidos danificados, além de exercer a atividade anti-séptica.
  • Ácidos orgânicos;
  • Resinas;
  • Mucilagens: agem como restauradores da pele em casos de difícil cicatrização.
  • Saponides: têm ação bactericida, fungistática, verucida, tricomonicida e cicatrizante.
  • Flavonóides: quercentina, quercentinoglicosídeo, narcisina, eles reforçam a ação cicatrizante, sendo úteis também nas cólicas menstruais.
  • Cumarinas;
  • Vitamina C;
  • Princípio amargo: possui ação coletrética, favorecendo a produção da bile.
  • Pigmento calendulina;
  • Mono, di e triterpenos;
  • Fonte de iodo orgânico, responsável pelas propriedades anti-sépticas, impedindo a formação de pus em cortes e queimaduras, favorecendo a granulação dos tecidos e acelerando a cicatrização.

Além