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Alzheimer, Papel do Farmacaêutico e a Fruta que Regenera

Trabalho por Patricia, estudante de Farmácia @ , Em 26/09/2005

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Colatina

2005


Tema: Alzheimer

Referência: LIEB, Ana Paula. Alzheimer: doença degenerativa que mais cresce no mundo. Revista Anfarmag; ano X; n°52; p. 46-47; Dez./2004.

"O aumento da longevidade, conquistada pela população brasileira nas duas últimas décadas, trouxe junto o crescimento das doenças degenerativas típicas dos idosos. Uma das mais temíveis e ainda sem possibilidade de cura é a Doença de Alzheimer, que afeta preferencialmente pessoas acima de 60 anos e vai dobrando a cada cinco anos, até atingir 30 a 40% aos 85 anos de idade.

O desconhecimento das causas e sintomas desta doença faz com que sujam muitas dúvidas e enganos por parte dos familiares, que acabam atribuindo a significativa perda de memória aos sintomas típicos da velhice. A doença de Alzheimer que, no Brasil, atinge cerca de um milhão de pessoas, se caracteriza pela morte progressiva das células nervosas do cérebro, os neurônios. Estima-se que 10% das pessoas acima de 60 anos venham a desenvolver a doença. Segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população brasileira nesta faixa etária soma mais de 14 milhões e 500 mil pessoas.

Este drama acaba afetando toda a família do portador da doença, o qual passa a apresentar sintomas progressivos. O primeiro deles é a queda das funções intelectuais, que reduz a capacidade de memória, raciocínio, linguagem e aprendizado do idoso. Posteriormente, ocorre a perda da capacidade de realizar algumas tarefas, anteriormente, sem problema. Finalmente, e já num estágio mais avançado, podem surgir os distúrbios de comportamento com alterações da libido, agitação e agrssividade sem motivo aprente, delírios, alucinações e sentimentos paranóicos. Com a evolução da doença, ocorre também desorientação espacial, no começo para lugares não frequentados habitualmente, progredindo até a desorientação dentro da própria casa.

Apesar dos inúmeros estudos realizados sobre o tema, ainda não há um exame clinicamente viável que faça o diagnóstico preciso da doença. Um método bastante utilizado pelos médicos é o exame físico e neurológico do paciente, para se fazer à exclusão de outras possíveis causas, e observação complementar dos familiares quanto ao comportamento e memória do paciente. Na fase mais avançada, os cuidados exigem atenção nas 24 horas, gerando grande desgaste físico e emocional para aqueles que lidam direto com o portador. Justamente por isto, é necessário estabelecer rotinas, manter normalidade, incentivar a comunicação e a independência e encorajar as habilidades físicas e mentais do paciente."


Tema: Jaca: a fruta que regenera

Referência: Jaca a fruta que regenera. Revista ABCFARMA; n°163; março/2005. Disponível em: <http://www.abcfarma.org.br/revista/materias/materia02.htm>. Acesso em 14/março/2005

"Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto,da USP, desenvolvem promissora pomada contra queimaduras a partir da proteína de uma fruta genuinamente tropical. É a flora brasileira mostrando, a cada dia, todo o seu potencial terapêutico. A farmácia viva que é nossa natureza acaba de mostrar mais uma propriedade até aqui desconhecida. Estudo experimental desenvolvido na FMRP identificou uma proteína presente na semente da jaca que funciona como um potente catalisador de regeneração celular em lesões de tecido provocadas por queimaduras. Coordenada pela professora Maria Cristina Roque Barreira, do Depto. de Biologia Celular e Molecular da faculdade, a equipe de pesquisadores conseguiu identificar, isolar e desenvolver uma pomada com princípio ativo que provocou resposta terapêutica inédita. A princípio pesquisada como um eventual antiinflamatório, essa proteína revelou - como ocorre freqüentemente na ciência - uma propriedade alternativa: combater queimaduras.

Lectinas correspondem a uma classe de proteínas presentes em diferentes organismos, incluindo o homem. O reconhecimento de açúcares feito pela lectina da semente de jaca, denominada KM+, é responsável por disparar reações celulares que induzem o comportamento ideal do tecido diante de queimaduras. O