Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Alumínio para Embalagens

Trabalho por Cristiane Marques Melo, estudante de Farmácia @ , Em 30/04/2005

5

Tamanho da fonte: a- A+

Alumínio

Brasília, 17 de Novembro de 2004


1. Introdução

O alumínio é o metal mais abundante, e o terceiro elemento mais abundante em peso (depois do oxigênio e do silício) da crosta terrestre. É bem estudado e tem grande importância econômica, sendo produzido em grande escala. A produção primária foi de 17,6 milhões de toneladas em 1998, aos quais devem acrescentar-se 5 milhões de toneladas de alumínio reciclado.

O minério de alumínio mais importante é a bauxita. Trata-se de um nome genérico para diversos minerais, com fórmulas que variam entre Al2O3H2O e Al2O33H2O. Em 1988, a produção mundial de bauxita foi de 100milhões de toneladas. O alumínio também ocorre em grandes quantidades em rochas do tipo dos alumínios-silicatos, tais como os feldspatos, e as micas. Quando essas rochas se decompõem formam argilas ou outras rochas metamórficas. Não existe um método simples ou econômico de extrair alumínio de feldspatos, micas e argilas. O alumínio é obtido a partir da bauxita, que pode ser AlO-OH (Al2O3H2O) ou Al (OH)3(Al2O33H2O). As principais fontes são Austrália (36%), Guiné (17%), Brasil (8%), Jamaica (7%) e a ex-União Soviética (6%).

Durante muitos anos supôs-se que íon Al3+ era completamente inofensivo e não tóxico para o homem. O hidróxido de alumínio é muito usado como antiácido em indigestão. O sulfato de alumínio é usado no tratamento de água potável; e utensílios de cozinha são fabricados de alumínio. O alumínio provoca intoxicações agudas em pessoas com insuficiência renal, que não conseguem excretar o elemento. Pacientes que sofrem do mal de Alzheimer (que causa senilidade) apresentam depósitos de sais de alumínio no cérebro. Esse elemento, embora tóxico, é normalmente eliminado com facilidade pelo organismo.


2. História

A história do alumínio está entre as mais recentes no âmbito das descobertas minerais. Uma das razões é o fato de não se encontrar alumínio em estado nativo, e sim a partir de processos químicos.

O nome do metal deriva do latim alúmen. Em 1761, L.B.G. de Morveau propôs o nome alumine para a base do alúmen, e em 1787, Lavoisier identificou-o definitivamente como óxido do metal para ainda por descobrir. Em 1807 Sir Humphey Davy propôs o nome de alumium para este metal, e mais tarde concordou em alterá-lo para aluminum. Pouco tempo depois, o nome aluminium (alumínio) foi adotado para concordar com a terminação do nome da maior parte dos elementos, generalizando-se esta designação por todo mundo.

Atualmente julga-se que Hans Christian Oersted foi o primeiro a preparar alumínio metálico, em 1825, através do aquecimento de cloreto de alumínio anidro com uma amálgama de potássio. Frederick Wohler melhorou este processo entre 1827 e 1845, substituindo a amalgama por potássio e desenvolvendo um método mais eficaz para desidratar o cloreto de alumínio. Em 1854, Henri Sainte-Claire Deville substituiu o relativamente caro potássio pelo sódio, usando um cloreto de alumínio- sódio em vez do cloreto de alumínio, produzindo numa fábrica-piloto perto de Paris as primeiras quantidades comerciais de alumínio. Várias fábricas usando essencialmente este processo foram, posteriormente, construída na França e na Grã-Bretanha, mas nenhuma sobreviveu quando do advento, em 1886, do processo eletroquímico que passaria a dominar a indústria.

O desenvolvimento deste processo remonta a Sir Humphey Davy, que, em 1807, tentou sem êxito eletrolisar uma mistura de alumina e potassa. Mais tarde, em 1854, Robert Wilhelm von Bunsen e Sainte-Claire Deville prepararam independentemente alumínio por eletrolise a parti de cloreto de alumínio sódio fundido; no entanto, esta técnica não foi explorada devido à falta de uma fonte barata de eletricidade. A invenção do dínamo por Gramme em 1866 solucionou este problema, abrindo