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Trabalho por Olentino Garcia de Queiroz Júnior, estudante de Farmácia @ , Em 22/04/2003

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INFECÇÃO POR ESPIROQUETAS:

1. SIFILIS

Agente - Treponema pallidum

Risco de infecção: tem-se como moderado o risco de infecção entre os contatos, variando entre 9 a 30%. No caso da gestante, na sífilis recente, o risco para o produto e de praticamente 100%.

Transmissão: a baixa resistência do agente no meio externo exclui outro meio de transmissão se não o contato sexual.

Importância atual: a Lues é doença cosmopolita, tendo acompanhado a ascensão pós-guerra das doenças venéreas. Embora ultimamente o problema tenha sido muito minimizado, ainda aparecem constantemente casos nas clínicas de urologistas, dermatologistas e pré-natais.

Evolução clínica: de modo geral podemos dividir a doença em dois períodos, denominados de recente ou contagiante e tardio. 0 primeiro período engloba desde a infecção até mais ou menos dois anos. Tem como característica principal o aparecimento de lesões cancróides, conhecidas como cancro duro, como incubação entre duas a três semanas. Após dois anos torna-se tardia. Nesse período pode evoluir para cura ou tomar-se indefinidamente em latência ou ainda evolui para complicações do S.N.C. ou cardiovasculares. Um aspecto importante, é a sífilis chamada de congênita, transmitida durante a gestação ou no momento do parto.

Diagnóstico: ao lado da história e quadro clínico, o laboratório representa importante papel no diagnóstico controle do tratamento. O Treponema pode ser demonstrado nas lesões primárias e ganglionares do secundarismo. Na rotina, as reações lipoídicas VDRL e Wassemiann, aliados ou não a imunofluorescência, são perfeitamente satisfatórias.

Tratamento: penicilinoterapia, com dosagens aumentadas conforme o estágio da doença. Caso não seja possível, tetraciclinas, cloranfenicol, cefalosporinas, espectomicinas, ...
O emprego de tetraciclinas está contra-indicado em crianças e gestantes. Exames sorológicos e liquóricos: na doença inicial ou ate dois anos; liquórico na tardia.


INFECÇÕES CAUSADAS POR BACTÉRIAS

2. GONORRÉIA OU BLENORRAGIA OU GONOCOCCIA OU URETRITE GONOCÓCICA (na uretra).

Agente: Neiseria gonorrhoeae

Bactéria gram negativa; baixa resistência ao meio ambiente.

Risco de infecção: maior entre as mulheres que nos homens.

Gravidade: endocardites; peritonites; vulvovaginites, ...

Transmissão: direta. Não há gonococcia fora do gênero humano.

Incubação: 5 dias em media.

Aspectos clínicos: uretrais, anais e oculares.

Diagnóstico: clínico com comprovação laboratorial (esfregaço, cultura e isolamento).

Tratamento: antibiograma; resistência bacterial.

Complicações e seqüelas.


3. CANCRO MOLE

Agente: Haemophylus ducreyi

Risco: 9:1 entre o homem e a mulher; mulher portadora.

Gravidade: restringe a área de localização.

Diagnóstico: clínico pelos sintomas e laboratorial (isolamento, culturas, inoculações).

Tratamento: sulfas, tetraciclinas e estreptomicina.

Importância: doença hoje em franco recrudescimento.


4. GRANULOMA INGUINAL

Agente: Donovania granulomatis

Risco: baixo.

Transmissão: faz supor que não seja somente por contato sexual.

Importância: é mais encontrada no nordeste.

Incubação: variada.

Diagnóstico: secreção, gimsa, identificação; histopatologia, Corpúsculos de Donovan no interior dos histiócitos.

Tratamento: estreptomicina e o de escolha, 2 g de 10 a 30 dias.


5. OUTRAS BACTERIOSES UROGENITAIS

Micoplasmas, Estafilococcias, Haemophilus, ...


6. LIFOGRANULOMA VENÉREO

Agente: pequenas bactérias, conhecidas como bedsonias.

Risco: moderado.

Gravidade: pode assumir aspectos sérios.

Transmissão: sexual.

Diagnóstico: o bubão inguinal é característico. Intra-dermo reação de Frei.

Tratamento: cloranfenicol, tetraciclinas e sulfas.


DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS

7. HERPES GENITAL

Agente: Hepesvirus hominis

Transmissão: pode ser sexual.

Evolução: aparecimento de máculas eritrematosas; erosões; adenites; cicatrização e recidivas.

Importância atual: o herpes simples atinge 2% da população e as formas genitais são mais freqüentes.

Tratamento: difícil.


8. CONDILOMA ACUMULADO

Virose com aspecto de pápulas vegetantes em forma de couve-flor; de natureza benigna.


9. MOLUSCO CONTAGIOSO