DST
INFECÇÃO POR ESPIROQUETAS:
1. SIFILIS
Agente - Treponema pallidum
Risco de infecção: tem-se como moderado o risco de infecção entre os contatos, variando entre 9 a 30%. No caso da gestante, na sífilis recente, o risco para o produto e de praticamente 100%.
Transmissão: a baixa resistência do agente no meio externo exclui outro meio de transmissão se não o contato sexual.
Importância atual: a Lues é doença cosmopolita, tendo acompanhado a ascensão pós-guerra das doenças venéreas. Embora ultimamente o problema tenha sido muito minimizado, ainda aparecem constantemente casos nas clínicas de urologistas, dermatologistas e pré-natais.
Evolução clínica: de modo geral podemos dividir a doença em dois períodos, denominados de recente ou contagiante e tardio. 0 primeiro período engloba desde a infecção até mais ou menos dois anos. Tem como característica principal o aparecimento de lesões cancróides, conhecidas como cancro duro, como incubação entre duas a três semanas. Após dois anos torna-se tardia. Nesse período pode evoluir para cura ou tomar-se indefinidamente em latência ou ainda evolui para complicações do S.N.C. ou cardiovasculares. Um aspecto importante, é a sífilis chamada de congênita, transmitida durante a gestação ou no momento do parto.
Diagnóstico: ao lado da história e quadro clínico, o laboratório representa importante papel no diagnóstico controle do tratamento. O Treponema pode ser demonstrado nas lesões primárias e ganglionares do secundarismo. Na rotina, as reações lipoídicas VDRL e Wassemiann, aliados ou não a imunofluorescência, são perfeitamente satisfatórias.
Tratamento: penicilinoterapia, com dosagens aumentadas conforme o estágio da doença. Caso não seja possível, tetraciclinas, cloranfenicol, cefalosporinas, espectomicinas, ...
O emprego de tetraciclinas está contra-indicado em crianças e gestantes. Exames sorológicos e liquóricos: na doença inicial ou ate dois anos; liquórico na tardia.
INFECÇÕES CAUSADAS POR BACTÉRIAS
2. GONORRÉIA OU BLENORRAGIA OU GONOCOCCIA OU URETRITE GONOCÓCICA (na uretra).
Agente: Neiseria gonorrhoeae
Bactéria gram negativa; baixa resistência ao meio ambiente.
Risco de infecção: maior entre as mulheres que nos homens.
Gravidade: endocardites; peritonites; vulvovaginites, ...
Transmissão: direta. Não há gonococcia fora do gênero humano.
Incubação: 5 dias em media.
Aspectos clínicos: uretrais, anais e oculares.
Diagnóstico: clínico com comprovação laboratorial (esfregaço, cultura e isolamento).
Tratamento: antibiograma; resistência bacterial.
Complicações e seqüelas.
3. CANCRO MOLE
Agente: Haemophylus ducreyi
Risco: 9:1 entre o homem e a mulher; mulher portadora.
Gravidade: restringe a área de localização.
Diagnóstico: clínico pelos sintomas e laboratorial (isolamento, culturas, inoculações).
Tratamento: sulfas, tetraciclinas e estreptomicina.
Importância: doença hoje em franco recrudescimento.
4. GRANULOMA INGUINAL
Agente: Donovania granulomatis
Risco: baixo.
Transmissão: faz supor que não seja somente por contato sexual.
Importância: é mais encontrada no nordeste.
Incubação: variada.
Diagnóstico: secreção, gimsa, identificação; histopatologia, Corpúsculos de Donovan no interior dos histiócitos.
Tratamento: estreptomicina e o de escolha, 2 g de 10 a 30 dias.
5. OUTRAS BACTERIOSES UROGENITAIS
Micoplasmas, Estafilococcias, Haemophilus, ...
6. LIFOGRANULOMA VENÉREO
Agente: pequenas bactérias, conhecidas como bedsonias.
Risco: moderado.
Gravidade: pode assumir aspectos sérios.
Transmissão: sexual.
Diagnóstico: o bubão inguinal é característico. Intra-dermo reação de Frei.
Tratamento: cloranfenicol, tetraciclinas e sulfas.
DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS
7. HERPES GENITAL
Agente: Hepesvirus hominis
Transmissão: pode ser sexual.
Evolução: aparecimento de máculas eritrematosas; erosões; adenites; cicatrização e recidivas.
Importância atual: o herpes simples atinge 2% da população e as formas genitais são mais freqüentes.
Tratamento: difícil.
8. CONDILOMA ACUMULADO
Virose com aspecto de pápulas vegetantes em forma de couve-flor; de natureza benigna.
9. MOLUSCO CONTAGIOSO
Ferramenta