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A Criatividade como Instrumento Básico em Enfermagem

Trabalho por Fabrício Vieira, estudante de Enfermagem @ , Em 22/04/2003

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A CRITIVIDADE COMO INSTRUMENTO BÁSICO EM ENFERMAGEM

Setembro de 2002


RESUMO

A criatividade é prover meios para a própria sobrevivência, encontrando possíveis soluções para os problemas que surgem. O homem é um ser essencialmente criativo, é através de sua criatividade que evolui e da forma as suas idéias que nasce no campo da imaginação, da intuição, das impressões colhidas nas ruas, em seu local de trabalho ou através das pessoas com as quais se relaciona. Estando sempre aberto a essas informações vinculadas de diversas maneiras, ele as percebe através dos sentidos, captando as sensações emitidas pelo meio em que vive.

É necessário que o enfermeiro domine uma gama de conhecimentos e técnicas para que nos momentos de falta de material adequado aos procedimentos, possam ter criatividade para improvisação e substitui-los sem causar prejuízos ao cliente, proporcionando um cuidado de qualidade respeitando os princípios éticos e ciêntíficos aprendidos. Deve-se, também, estimular a formação do hábito de refletir sobre sua prática diária; com o intuito de aguçar sua curiosidade ciêntifica e estimular o potêncial criador que possui, em prol da evolução continua do saber-fazer em enfermagem.


INTRODUÇÃO

Na busca incessante da criatividade adormecida, é preciso primeiro conhecer as técnicas e os materiais, ou seja, torna-se acadêmico, para depois aprender a caminhar com suas próprias pernas, adquirindo um estilo próprio e maturidade artista. A criatividade é uma ferramenta da qual o enfermeiro lança mão no desenvolvimento de atividades assistências de ensino e pesquisa. A criatividade somada a, sensibilidade, observação aguçada e improvisação continuem os instrumentos básicos essenciais no exercício de aprender a cuidar do corpo individual e/ou coletivo.


CONCEITO DE CRIATIVIDADE

Sabe-se que a questão da criatividade como um conceito separado de um determinado contexto mais amplo começou a atrair a atenção de ciêntistas do comportamento (psicólogos) e neurologistas, a partir da década de 50.

Alguns a conceituam como um processo resultante de uma obra pessoal, aceita como útil ou satisfatória, por um grupo social ou indivíduo, numa determinada época; outros a colocam como uma função inventiva da imaginação criadora, dissociada da inteligência. Ainda é referida como a disposição para criar, comum a todos os seres humanos, porém em um estado latente, independente de raça, sexo ou idade, mas estreitamente dependente de um ambiente socio-cultural que propicie condições favoráveis a liberdade de expressão. Na atual disposição se encontram as funções :operações, produtos e conteúdos .Função operação reúne memória, cognição, produção convergente, produção divergente e julgamento. A função produtos compõem-se de formações e implicações. A ultima função, conteúdos compõe-se de elementos figurativos, simbólicos, semânticos e comportamentais.

A criatividade é uma tendência natural que conduz o indivíduo a auto-realização. Este, ao encontrar condições adequadas para se exprimir; repele o medo de errar e o inconformismo social, estimula o crescimento individual e coletivo; impulsiona a humanidade rumo a novas descobertas. Confere ao ser humano a capacidade de associar idéias que estimulem seu ajustamento ao ambiente que o cerca, com o intuito de aperfeiçoá-lo frente ás situações emergentes e, principalmente, não rotineiras.

O ato de criar ocorre ininterruptamente; a cada instante da constante evolução do ciclo vital do ser humano. Cada momento é a criatividade expressa em se, pois o contínuo tempo e espaço é um fato e cada minuto jamais é igual ao outro. A cada segundo mudamos, seja em idade cronológica, ritmo cardíaco, produção intelectual, aprendizado, padrão respiratório etc... o que torna a criatividade interna ou externa uma constante, que nos atualiza e renova. Novas teorias são compostas por velhas teoria reorganizadas, redefinidas e associadas em seus pontos comuns, na busca constante do homem pela verdade e pela explicação de fenômenos internos e externos