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A Clínica do Sujeito

Trabalho por Dayana da Silva Gurgel, estudante de Enfermagem @ , Em 16/10/2009

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A Importância do Relacionamento entre o Enfermeiro e o Paciente/Cliente

Universidade Iguaçu
2009

 

 

 

Exemplos de relação enfermeiro-paciente:

1.Um homem baleado deu entrada na emergência de um hospital, o mesmo foi operado e encaminhado à enfermaria. Foram designadas duas técnicas para o seu cuidado,sendo que as mesmas tinham ciência de que se tratava de um paciente presidiário e se recusaram a prestar a assistência necessárias para a sua recuperação.

2.Uma senhora procurou um hospital queixando-se de fortes dores de cabeça, após uma longa bateria de exames os médicos diagnosticaram que ela tinha um tumor maligno e que precisaria ser internada para que fosse feito o tratamento necessário. Passaram-se algumas semanas e ninguém foi visitá-la, a assistência social do hospital resolveu investigar se essa senhora tinha família e descobriram que ela era sozinha. Uma enfermeira se comoveu com o seu caso e resolveu visitá-la periodicamente mesmo quando não era dia do deu plantão dando-lhe apoio e confortando-a na medida do possível para que ela não entrasse em depressão e piorasse seu quadro clínico, até que um dia ela não resistiu e veio a falecer. Essa enfermeira decidiu tomar todas as providências necessárias para que a senhora não fosse enterrada como indigente e tivesse um enterro digno como qualquer pessoa.

 

O relacionamento enfermeiro-paciente:

Acreditando que o relacionamento humano seja instrumento fundamental para a Enfermagem, percebemos que o relacionamento traz consigo uma força que tanto pode ser usada positiva quanto negativamente. É que nem sempre estamos preparados para usá-la de forma positiva, ou seja, terapêuticamente.

Furegato (1999) descreve que o relacionamento enfermeiro-paciente é uma relação entre duas ou mais pessoas, entre o profissional e a pessoa que requer ajuda, que se dá através do processo terapêutico (início, desenvolvimento e final) objetivando a resolução da crise.

Para Travelbee (1982), toda assistência ao paciente-cliente deveria se dar através das interações entre duas pessoas: uma que precisa de ajuda e outra que proporciona ajuda. Segundo esta autora é o enfermeiro que se une ao paciente-cliente para ajudá-lo a revelar e compreender sua experiência e, a partir daí, desenvolver um relacionamento. O relacionamento enfermeiro-paciente é meta a ser atingida, é função específica da enfermeira, é a interação planejada com objetivos definidos entre duas pessoas, na qual ambas modificam seu comportamento, construtivamente, com a evolução do processo de relacionamento.

O paciente é uma pessoa, um ser humano único que no momento requer nossa ajuda. O enfermeiro é uma pessoa, um ser humano único, que adquiriu conhecimentos e habilidades específicas para cuidar dos outros e dispõe-se a isso.

A essência da enfermagem é o cuidar. Considerando-o como o objeto de trabalho, é necessário que seja eficiente e prestado de forma humanizada. Ao se estabelecer o cuidado, este deve ser sistematizado e holístico, a fim de promover a qualidade da assistência e o cuidado emocional.

Sá apud Oriá et al, “[...] define o cuidado emocional como a habilidade de percerber o imperceptível[...]”. Dessa afirmação evidencia-se a necessidade de sensibilidade dos profissionais para executarem os cuidados, observando as manifestações verbais e não-verbais do cliente, podendo indicar ao enfermeiro suas necessidades individuais.

O enfermeiro é o profissional de saúde que permanece mais tempo com o paciente, e atitudes como estar disponível, demonstrar sentimentos verdadeiros, encorajar um certo nível de intimidade promovem uma comunicação e compreensão clara sobre os cuidados. A intimidade capacita o enfermeiro a compreender a personalidade do paciente e capita o mesmo a conversar sobre o que mais o incomoda, mesmo quando a comunicação não é verbalizada, permite o desenvolvimento terapêutico fundamentado na confiança e respeito mútuo.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://sites.ffclrp.usp.br/paideia/artigos/21/10.doc ,02/04/2009 às 00:28 min.

http://www.fmabc.br/admin/files/revistas/31amabc73.ppdf ,02/04/2009 às 00:40 min. http://www.faminas.edu.br/enicv/arquivos/trabalhos_anteriores/enic3/csa/CSA002_enic3.ppdf, 02/04/2009 às 00:46 min.

A empatia no relacionamento teraêutico: Um instrumento do cuidado,