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A Criança e Hospitalização

Trabalho por Eliane da Silva, estudante de Enfermagem @ , Em 22/04/2003

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A CRIANÇA E A HOSPITALIZAÇÃO


A hospitalização de uma criança, ou mesmo o momento em que passa a freqüentar o berçário, creche ou escola, pode ser uma das maiores fontes de ansiedade tanto para si como para os pais e pessoas que cuidam dela.

A criança requer, para garantia do processo de crescimento e higidez mental, a satisfação de suas necessidades afetivo-emocionais.

Segundo Marcondes (1.978) as necessidades da criança são:

  • Ser protegida de sofrimento corporal.
  • Sentir-se amada e desejada
  • Viver em ambiente de harmonia entre os conviventes, sobretudo os pais
  • Confiar nos adultos de que depende para o atendimento das necessidades que ainda não pode satisfazer por si mesma
  • Ter confiança em si
  • Dar expansão inicial as suas tendências instintivas e te-las progressivamente atenuadas e disciplinadas no sentido de adaptação à vida em sociedade
  • Ter ambiente em torno de si tão pouco contraditório quanto possível
  • Ser atendida em sua curiosidade
  • Ter ambiente propício ao desenvolvimento das capacidades e vocações físicas, psíquicas e sociais
  • Ser poupada de emoções súbitas.

A doença determina uma serie de novas e desagradáveis sensações corporais. Se a criança necessita de hospitalização suas necessidades ficam afetadas.

Vários fatores determinam a resposta da criança à problemática vivenciada. Pois a hospitalização implica na separação total ou parcial de familiares significativos. Se a criança não receber assistência psicoafetiva adequada os efeitos nocivos da hospitalização poderão ser severos nas crianças acima de três meses e crianças acima de cinco meses irreversíveis.

Embora os fatores que influenciam na resposta da criança à problemática da hospitalização que vivência sejam muito variados, a ausência total ou parcial do familiar significativo possui o maior peso no processo de adaptação e desadaptação da criança, principalmente abaixo de seis anos . É no familiar significativo que a criança busca apoio, orientação, referência de tempo, proteção para o desconhecimento e para o sofrimento. Se a criança pode contar com a assistência deste familiar é capaz de suportar os sofrimentos e ansiedades surgidos durante a hospitalização.

Como os mecanismos de adaptação e percepção ainda não estão plenamente desenvolvidos, os sintomas e a hospitalização podem significar um dano corporal, agressão ou castigo por algo que a criança fez ou deixou de fazer. Em grande parte na primeira e segunda infância a mente infantil trabalha com a fantasia e assim de acordo com sua fantasia, seres onipotentes podem aplicar castigos terríveis: oniformidade ou cura muito dolorosa, a perda ou abandono pelos familiares significativos.

Para que a criança consiga confiar no seu cuidador, a mãe deverá ficar nas primeiras hora junto a elas. Aos poucos a criança vai transferindo a confiança da mãe para seu cuidador, desde que as regras básicas de comunicação e consideração pela criança sejam respeitadas. Quando a criança não estabelece este vinculo de confiança poderá apresentar-se apática e triste, chegando a ficar indiferente à brinquedos e brincadeiras, pode ocorrer diminuição do apetite. Por isso as medidas preventivas devem ser tomadas desde o momento em que a criança está sendo internada.


TIPOS DE ABORDAGEM PARA CRIANÇA E FAMÍLIA

1 - Abordagem centrada na patologia da criança

É caracterizada por Ter um foco de assistência a criança portadora de uma determinada patologia, sinal ou sintoma, que necessita de cuidados profissionais. A família ocupa uma posição periférica nesta abordagem.

2 - Abordagem centrada na criança

O foco passa a ser a criança em sua unidade biopsicoespiritual . Há ênfase na identificação de suas características individuais e no seu atual estágio de crescimento e desenvolvimento, e seus hábitos e costumes. A posição da família difere da abordagem anterior. Um elemento da família