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A Necessidade de Uma Abordagem Multicultural da Gravidez ao Nascimento

Trabalho por Bruna Cirqueira Cavalcante, estudante de Enfermagem @ , Em 04/10/2006

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A NECESSIDADE DE UMA ABORDAGEM MULTICULTURAL NA GRAVIDEZ E NASCIMENTO


1. CULTURA VS ETNIA VS RAÇA

Cultura, segundo Helman (1990) é um "conjunto de directrizes que os indivíduos herdam como membros de uma sociedade particular, que orientam as pessoas na sua visão do mundo e no seu relacionamento com os outros (...)"Possui normas de comportamento e expectativas, para cada estádio do ciclo de vida, que se relacionam com a visão que cada uma das culturas tem, em relação à forma como as pessoas promovem e mantêm a sua saúde e previnem a doença. É, assim, um conjunto de valores, crenças, normas de comportamento e práticas relativas ao estilo de vida, aprendidos, compartilhados e transmitidos por um grupo específico, que orientam o pensamento, as decisões e as acções dos elementos pertencentes ao grupo.

Dentro de cada cultura podem ser ainda encontrados vários grupos – as sub-culturas – por exemplo, um grupo étnico, que diz respeito a um conjunto de indivíduos que partilham valores, ideais, crenças e padrões de uma cultura, que, ao longo do tempo, ajudaram a criar uma história em comum entre os seus membros. Uma etnia pode, inclusivé, incluir pessoas de nações ou raças diferentes. As raças definem-se em função de características hereditárias semelhantes e, geralmente, com marcas físicas idênticas, como a cor da pele, que permitem identificar a pertença a essa raça. Essas sub-culturas caracterizam-se por preservarem as suas próprias características, mantendo certas tradições, nomeadamente em termos de práticas de saúde. As sub-culturas podem influenciar-se mutuamente, através de processos de aculturação ou assimilação. Isto é, as culturas não são rígidas nem fechadas : procuram preservar o que as identifica como tal, e ao mesmo tempo relacionam e reinterpretam o seu sistema, no contacto com culturas diferentes.

Assim, a aculturação diz respeito ao processo pelo qual os indivíduos trocam e adoptam práticas culturais da sociedade dominante, podendo reter alguma da sua própria cultura, mas integrando aspectos culturais de outro grupo. Por outras palavras, "designa os processos complexos de contacto cultural através dos quais as sociedades ou os grupos sociais assimilam, ou são-lhes impostos, hábitos e valores culturais de outras sociedades" (Monteiro et al, 1998, p. 121). A assimilação, por sua vez, implica uma perda da identidade do grupo cultural, que se torna parte da cultura dominante.


2. A GRÁVIDA E A FAMÍLIA COMO OBJETO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM TRANSCULTURAIS

Cuidar é um ato de vida, um acto individual, que aprendemos a ter desde que desenvolvemos autonomia suficiente para o fazer; mas é também um acto que somos levados a ter com toda a pessoa que, temporária ou definitivamente, perdeu em parte ou totalmente essa autonomia.

Existem vários factores que podem levar uma pessoa a recorrer a ajuda, para manter a própria vida ou até mesmo para trazer ao mundo uma nova vida; esta ajuda, consoante as circunstâncias, pode ser dada pela família, os vizinhos, as mulheres da aldeia, os enfermeiros, os médicos, variando de acordo com a cultura em que essa pessoa está inserida e de onde essa mesma pessoa provém.

O enfermeiro, para poder estabelecer adequadamente uma relação de ajuda com uma pessoa, terá que a conhecer bem, bem como quais as naturezas do/s seu/s problema/s e que recursos ela possui para a resolução desses mesmos problemas.

O papel do enfermeiro é o de oferecer ao utente, sem impor (esta situação infelizmente ocorre quando confrontamos duas culturas diferentes, uma prestadora e uma que recebe os cuidados), os meios que permitam descobrir ou reconhecer a forma de resolução de problemas.

Para estabelecer esta relação de ajuda, de um modo eficaz e o mais abrangente possível, vai ser necessário utilizar todas as suas