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AIDS

Trabalho por Simone Conceição Cavalcante Mello, estudante de Enfermagem @ , Em 08/09/2006

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AIDS


1. INTRODUÇÃO

AIDS é o conjunto de sinais e sintomas de uma ou mais doenças, causado pelo enfraquecimento do sistema de defesa do organismo.

A sigla AIDS designa, em inglês, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Embora sua sigla em português seja SIDA, é o termo AIDS que vem sendo amplamente utilizado no Brasil.

Sindrome: Conjunto de sinais e sintomas de uma ou mais doenças

Imunodeficiência: Estado em que o organismo torna-se incapaz de se defender de infecções.

Adquirida: Significa que não é hereditária, mas sim obtida pela pessoa no decorrer de sua vida.

A AIDS, portanto, é uma condição na qual se manifesta um conjunto de doenças, devido à incapacidade do organismo de se defender.

Normalmente percebe-se uma seqüência de etapas que culminam na AIDS: em primeiro lugar, a aquisição do vírus por meio de determinadas situações consideradas de risco; em seguida, um período de constante equilíbrio entre a carga viral e o conjunto de células responsáveis pela imunidade do ser humano; posteriormente, o início do desenvolvimento da incapacidade do organismo se defender, manifestada pelo aparecimento de alguns sintomas ao mesmo tempo e, finalmente, a manifestação de algumas doenças relacionadas à AIDS.

Na AIDS, a condição de imunodeficiência é provocada por um vírus, denominado Vírus da Imunodeficiência Humana, designado pela sigla em inglês HIV, também adotada no Brasil.

O vírus HIV ataca o sistema imunológico, enfraquecendo sua defesa natural contra as doenças. Com a baixa do sistema imunológico, o organismo fica vulnerável às infecções oportunistas, tais como: pneumonias, meningites, alguns tipos de câncer, a tuberculose e as hepatites do tipo B e C.

Os vírus são os seres vivos mais simples que existem. São microscópicos e precisam invadir células vivas para se reproduzir. Quando um vírus entra na célula, ela se torna uma fábrica de novos vírus. Ao sair da célula, o vírus provoca a morte da mesma e passa a invadir novas células. O HIV é muito perigoso porque ele invade células chamadas Linfócitos "T" Auxiliares (conhecidas como Células CD4), pertencentes ao sistema imunológico.

As células CD4 são responsáveis pela ligação entre as células que reconhecem uma infecção (macrófagos), e as células que produzem anticorpos (Linfócitos B). Esses anticorpos neutralizam a infecção.

Como o HIV destrói as células CD4, os anticorpos deixam de ser produzidos e o corpo perde a capacidade de resistir às doenças.

As pessoas que possuem o vírus HIV são chamadas HIV-positivos ou Soropositivas.

Estar infectado pelo vírus não significa que a pessoa tenha AIDS. Muitas pessoas soropositivas vivem com qualidade de vida sem apresentar sintomas da doença.

Fica fácil entender que a AIDS não se transmite, mas se desenvolve. O que se transmite é o vírus causador da imunodeficiência que desencadeia a AIDS: o HIV.


2. HISTÓRICO

A AIDS foi descrita no início da década de 80, pelos pesquisadores do Center of Disease and Prevention Control, nos Estados Unidos, quando foram notificados os primeiros casos de pneumonia e de câncer raros, em homossexuais masculinos. Logo, as mesmas doenças foram observadas em usuários de drogas injetáveis. Os médicos suspeitavam de que se tratava de uma nova doença, ainda não classificada, mas transmissível. A evolução da doença se caracterizava pela grande multiplicação viral, levando à diminuição progressiva no número de células CD4 (linfócitos). Paralelamente, também foram notificados casos na Europa e África, e posteriormente em todo o mundo.

É possível definir a epidemia em três fases distintas. A primeira, nos seis primeiros anos da década de 80, as infecções ocorriam exclusivamente em homens homo e bissexuais, com elevada escolaridade. Na segunda fase, de 1987 a 1991, houve um significativo aumento de transmissão sangüínea, principalmente entre usuários de drogas injetáveis. A epidemia passou a atingir mais pessoas de baixa escolaridade, iniciando-se o processo de pauperização da doença. A terceira