CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO NA ESTRUTURA HOSPITALAR
INTRODUÇÃO
O presente trabalho foi realizado na perspectiva de citar de forma clara e objetiva os padrões que tangem a estrutura física e/ou acomodação da Central de Materiais e Esterilização (CME) num determinado SILOS.
Frisar-se-ão a origem; finalidade; gerenciamento; recursos materiais; recursos humanos, além das normas que regulamentam a situação deste setor hospitalar.
Desta forma, as considerações mencionadas são imprescindíveis para um bom funcionamento de determinado estabelecimento de saúde, abordando aspectos necessários desde a segurança da equipe envolvida (que manipula os materiais contaminados e esterilizados) aos usuários que utilizam o serviço.
A CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO NA ESTRUTURA HOSPITALAR
A Central de Material e Esterilização (CME) é a unidade responsável pelos processos de expurgo, preparo, esterilização, armazenamento e distribuição de materiais médico-hospitalares estéreis ou não para todos os setores do hospital que prestam cuidados aos pacientes.
Diante disso, pode-se assegurar que este setor é de fundamental importância para o âmbito hospitalar, já que contribui, em grande parte, para o controle de infecções na instituição de saúde. Nessa perspectiva, é preciso que haja técnicas assépticas rigorosas sob a supervisão da enfermagem, com um treinamento e orientação constante da equipe responsável, objetivando-se a segurança no trabalho, bem como a maior qualidade na esterilização e durabilidade do material hospitalar.
Assim, ressalta-se a necessidade por parte da instituição de saúde e seus profissionais de uma maior atenção a este setor, que não é mais parte integrante do Centro Cirúrgico, por suas características próprias e também por este prestar serviços a todo o hospital e não exclusivamente ao Centro Cirúrgico.
ASPECTOS HISTÓRICOS - ORIGEM DAS CMEs
A implantação de uma CME nas instituições hospitalares encontra-se intrinsecamente relacionada à história das instituições de saúde e às necessidades emergentes referentes à infecção hospitalar, adicionando a perspectiva de redução de gastos e de maior controle e qualidade nos processos de esterilização.
No início da década de 50, predominava o modelo descentralizado, onde era de responsabilidade de cada unidade do hospital cuidar do material, executando processos de preparo, esterilização e armazenamento. Este sistema, apesar de apresentar a vantagem de diluir as atividades nos diversos setores do hospital, não é um sistema seguro pela dificuldade do controle do estoque e também do controle econômico. Ao longo dessa década, surgiram novos métodos de esterilização e limpeza de materiais e as instituições passaram a destinar uma localização própria para os processos utilizados com esta finalidade. No entanto, não consistia em uma unidade autônoma, mas dependente dos centros cirúrgicos.
Na década de 70, ocorre a implantação dos setores de preparo, esterilização e armazenamento como unidades independentes, originando assim, a Central de Material e Esterilização. A esta, era cabível a responsabilidade pelo material de todo o âmbito hospitalar no que concerne à limpeza, preparo, esterilização, guarda, distribuição e controle. A CME passa a ser coordenada por um profissional de nível superior (de preferência enfermeiro) altamente capacitado, que tenha conhecimento de todos os procedimentos e possa conscientizar a equipe responsável pelo setor quanto aos perigos e orienta-los para a utilização de técnicas mais seguras à proteção de sua saúde. É importante salientar que esse sistema é mais eficiente, seguro e econômico, já que todos os cuidados são processados com equipamentos adequados, sob uma única orientação, sendo preparados por pessoal treinado, com reciclagem periódica e sob a coordenação de um enfermeiro desta unidade. Porém, na década de 90 algumas instituições de saúde não visualizam as CMEs como unidades autônomas, mantendo-as subordinadas aos centros cirúrgicos.
FINALIDADES DA CENTRAL DE MATERIAL
As principais finalidades da Central de Material e
Ferramenta