A Enfermagem e a Adolescência
INTRODUÇÃO
Dos 12 aos 18 anos, aproximadamente, Erikson diz que o adolescente está na idade da identidade versus confusão de papéis, quando tem início, na doutrina freudiana, a fase genital.
A principal tarefa do adolescente é responder à pergunta: "Quem sou eu?" Nisso consiste a célebre crise de identidade de que fala Erikson.
Durante todo o desenvolvimento, a criança teve uma longa série de identificações anteriores, fortalecerá outros e, finalmente, deverá encontrar-se e descobrir quem é e ser capaz, enfim, de responder à pergunta central.
Ao conseguir definir sua identidade, o adolescente começa a considerar-se uma pessoa coerente, integrada, única. Se não puder "se encontrar", se não tiver um objetivo na vida, diremos que ele sofreu difusão da identidade.
Nessa idade, raramente o jovem se identifica com seus pais; ao contrário, rebela-se contra o domínio deles, seu sistema de valores e sua intromissão na vida particular dos filhos, pois o jovem tem de separar sua identidade da de seus pais.
O adolescente tem uma necessidade intensa de pertencer a um grupo social. Os companheiros de idade, a roda de amigos e a "turma" ajudam o indivíduo a encontrar sua própria identidade no contexto social.
Os jovens, individualmente, sentem-se perturbados pela dificuldade em se definir quanto à profissão. Erikson notou a importância, para os adolescentes e adultos jovens, de uma "moratória", um intervalo de tempo entre o término do curso de formação geral e a escolha de uma carreira para a vida toda. Essa moratória seria um período em que a sociedade ainda não cobraria do jovem certas obrigações.
Em muitas escolas e em outras instituições, os adolescentes são forçados a permanecerem passivos, não tendo, portanto, oportunidade de experimentar a responsabilidade. Erikson afirma que, para ajudá-los a crescer, necessitamos atribui-lhes, cada vez mais, independência e responsabilidade.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 A busca de identidade
A busca de identidade entra no foco durantes os anos da adolescência. Como enfatizou Erikson (1950), o esforço do adolescente para dar sentido ao eu não é " um tipo de enfermidade de maturação". Ele é parte de um processo saudável e vital calçado nas realizações dos estágios anteriores - na confiança, autonomia, iniciativa e diligência e estabelece as bases para enfrentar as crises da vida adulta.
2.1.1 Identidade versus confusão de identidade
O conceito de crise de identidade de Erikson baseou-se em sua própria vida e em sua pesquisa com adolescentes em diversas sociedades. A principal tarefa da adolescência, disse Erikson (1968), "é confrontar a crise de identidade versus confusão de identidade (ou de papel) para tornar-se um adulto único com um senso de identidade coerente e um papel valorizado na sociedade". A crise de identidade raramente se resolve completamente na adolescência; questões relativas à identidade podem aparecer repetidas vezes durante a vida adulta.
Segundo Erikson, os adolescentes não formam sua identidade modelando-se conforme outras pessoas, como fazem as crianças e jovens, e sim modificando e sintetizando identificações progressas em uma "nova estrutura psicológica, maior do que a soma de suas partes" (Kroger, 1993, p.3) Para formar uma identidade, os adolescentes devem afirmar e organizar suas habilidades, necessidades, interesses e desejos para que possam ser expressos em um contexto social.
Erikson via como principal perigo dessa fase a confusão de identidade(ou de papel), a qual pode retardar muito a conquista da maturidade psicológica mesmo até depois da idade de 30m anos. (O próprio Erikson não resolveu sua crise de identidade até meados dos 20 anos). Certo grau de confusão de identidade é normal. Ele explica tanto a natureza aparentemente caótica de grande
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