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Ações Patogênicas dos Agentes Infecciosos

Trabalho por Helena Maria Tofoli, estudante de Enfermagem @ , Em 09/04/2006

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AÇÕES PATOGÊNICAS DOS AGENTES INFECCIOSOS


ESPOLIADORAS, TÓXICAS, TRAUMÁTICAS E MECÂNICAS

Ao penetrar, por uma das vias, desenvolver-se e multiplicar-se no organismo humano, o agente causador de uma doença produz alterações patogênicas, observáveis, ás vezes, por sinais e sintomas manifestados pelo indivíduo afetado.

O agente patógeno provoca essas alterações por meio de diversos tipos de ações parasitárias, a saber: espoliadora, tóxica, traumática, mecânica e antigênica. Essas ações são descritas e exemplificadas a seguir:

AÇÃO ESPOLIADORA

Os parasitas espoliam diretamente o organismo humano quando se nutrem de suas células ou de componentes e líquidos intersticiais destes, ou do sangue, e indiretamente quando se utilizam de substância alimentares contidas no tubo digestivo para sua própria alimentação.

Nutrem-se de células ou de seus componentes e líquidos intersticiais, todos os microrganismos que parasitam células e tecidos, sendo ou não de vida intracelular obrigatória. Nutrir-se, no caso, significa utilizar os componentes encontrados nas células e nos líquidos intersticiais para realizar as reações bioquímicas necessárias à sobrevivência.

Nutrem-se de sangue todos os organismos (agentes ou vetores) hematófagos (mosquitos, pulgas, bicho-barbeiro, Ancylostoma duodenale, Necator americanus etc.).

Exemplos de organismos patógenos que se nutrem de substâncias alimentares, contidas no intestino humano, são os parasitas (helmintos) do trato gastrointestinal.

AÇÃO TÓXICA

Essa ação é fruto da liberação, por parte do agente patógeno, de toxinas no organismo da pessoa infectada.

Essas toxinas são proteínas produzidas pelo processo de metabolismo do agente patógeno e representam um mecanismo de defesa. Elas podem estar armazenadas no agente patógeno (endotoxinas) e ser liberadas quando de seu rompimento, ou ser produzidas e excretadas no meio exterior (o organismo do hospedeiro), difundindo-se para diferentes órgãos e sistemas anátomo-fisiológicos (exotoxinas).

A ação tóxica das endotoxinas é apenas relevante nas doenças causadas por bactérias Gram-negativas, como a febre tifóide e a meningite meningocócica. As exotoxinas são as principais responsáveis pela ação tóxica dos agentes patógenos. Quando estes últimos são de origem animal, as toxinas que produzem são chamadas de venenos.

As toxinas podem atuar de diversas maneiras:

  • Inibindo a síntese das proteínas da célula afetada;
  • Produzindo perda de liquido no intestino;
  • Interferindo na ação do sistema nervoso (neurotoxinas);
  • Provocando a lise da célula afetada, causando efeitos vasculares.

Entre os organismos mais tóxicos estão as bactérias que causam o tétano, o botulismo e a difteria (Clostridium tétani, Clostridium botulinum, Corinebacterium dipoteriae, respectivamente).

Essas três bactérias produzem exotoxinas com ação à distância. Na difteria, a toxina leva à necrose da mucosa da faringe, do músculo dos rins e do encéfalo; no tétano e no botulismo, age sobre o sistema nervoso central.

Como exemplo de ação tóxica local, isto é, no ponto onde o parasita se localiza, podemos citar a ação dos agentes patógenos de amebíase (Entamoeba histolytica) e da balantidíase (Balantidium coli), os quais provocam lesões necróticas nos tecidos da parede intestinal.

AÇÃO TRAUMÁTICA

Os tecidos do organismo têm características próprias de coesão, devido à composição de suas células, bem como ao tipo e quantidade de substâncias conectivas que as mantêm unidas. Qualquer interferência na coesão característica de um tecido é chamada de solução de continuidade, pois o torna descontínuo. Toda solução de continuidade de um tecido é uma lesão.

Ela ocorre, normalmente, por uma ação traumática, todavia lesões podem ocorrer também por ações de origem química ou outras.

Dificilmente elas ocorrem sem que haja destruição de células. Os parasitas provocam lesões traumáticas por seus movimentos, por meio de suas organelas de fixação aos tecidos